A estatal Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA) expressou hoje ter disposição para colaborar com a investigação judicial do chamado caso da “mala” com US$ 800 mil que um empresário venezuelano tentou entrar ilegalmente na Argentina, side effects e anunciou que abrirá um processo interno administrativo sobre o assunto.
Em comunicado, a PDVSA destacou que “nenhum” dos seus três funcionários supostamente relacionados com o caso foram apontados “como responsáveis pelas autoridades argentinas”, as únicas que abriram até agora uma investigação judicial.
A estatal venezuelana ressaltou “disposição de prestar toda a colaboração desejada pelas autoridades competentes para estabelecer as circunstâncias e eventuais responsabilidades” pelo caso da mala com US$ 790.550, que o empresário Guido Antonini Wilson tentou entrar ilegalmente na Argentina no dia 4 de agosto.
A companhia petrolífera disse que “iniciará ações administrativas contempladas em suas normas internas” para esclarecer o possível envolvimento dos funcionários no caso.
A PDVSA declarou que Wilson chegou a Buenos Aires a bordo de uma aeronave “fretada pela estatal energética argentina Enarsa, tal como assinala o comunicado de imprensa de 8 de agosto de 2007”.
Destacou também que, de acordo com o comunicado da Enarsa, “Wilson reconheceu perante as autoridades alfandegárias ser o proprietário da maleta e permitiu sua revisão”.
A estatal venezuelana assinalou que na aeronave fretada pela Enarsa “viajava um grupo de venezuelanos, entre os quais funcionários da PDVSA” que acompanham projetos energéticos entre a Argentina e a Venezuela.
Segundo informações divulgadas em Buenos Aires, os passageiros venezuelanos eram, além de Wilson, Ruth Berhrrenes (funcionária da PDVSA no Uruguai), Nelly Cardozo (assessora jurídica), Wilfredo Ávila (funcionário de protocolo) e Daniel Uzcateguy Speech (filho do vice-presidente da PDVSA).
A estatal venezuelana considerou que “de maneira nenhuma” o “incidente” da mala “pode afetar os grandes projetos que conjuntamente desenvolve com a Enarsa “em benefício dos povos”.
Por causa do escândalo, o Governo argentino deteve um dos funcionários que viajava no avião, o diretor do Órgão de Controle de Concessões Viárias, Claudio Uberti, a quem o ministro argentino de Planejamento, Julio de Vido, considerou como “responsável político” do vôo.
Além de Uberti, no avião estavam o presidente de Enarsa, Exequiel Espinosa, e sua secretária, Victoria Bereziuk.
O ministro de Energia venezuelano e presidente da PDVSA, Rafael Ramírez, denunciou na sexta-feira que a estatal petrolífera é vítima de um suposto “linchamento político”, ao defendê-la das denúncias de corrupção contra si, entre elas o caso da mala.
A Procuradoria Geral venezuelana disse ontem que solicitou ao procurador-geral da Argentina “informação oficial” sobre o caso, para determinar se “deve abrir uma investigação sobre a realização de algum fato punível”.