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Patronal da UE reduz alta do PIB da zona do euro para 1,7%

Arquivo Geral

24/04/2008 0h00

A União das Confederações Industriais da União Européia (BusinessEurope) admitiu hoje que o crescimento na zona do euro ficará este ano em 1, order 7%, taxa que na União Européia (UE) será de 2%.

Esta queda é conseqüência das turbulências financeiras, da desaceleração nos Estados Unidos, da alta das matérias-primas e da escalada do euro.

A piora da situação nos últimos meses levou a BusinessEurope a cortar em quatro décimos as previsões publicadas em novembro, apesar de os empresários continuarem exibindo um “otimismo cauteloso”.

Na apresentação do relatório semestral de conjuntura, o secretário-geral da patronal, Philippe de Buck, constatou a significativa perda de dinamismo da economia do bloco.

O crescimento da zona do euro passará de 2,6% em 2007 para 1,7% e, na UE, a queda será de 2,9% para 2%. De Buck insistiu em que continuarão sendo criados empregos, com a conseqüente redução da taxa de desemprego.

Para 2009, os empresários prevêem uma leve recuperação, com taxas de aumento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,8% na zona da moeda única e de 2,1% nos 27 países que pertencem ao bloco.

Segundo o BusinessEurope, a Espanha será uma das nações mais afetadas por essa desaceleração, pois a expansão do PIB cairá este ano para 2,4% (dos 3,8% de 2007) e para 1,9% em 2009.

Os economistas da patronal indicam que Espanha, Irlanda e Reino Unido foram afetados pela incerteza global do fim da crise imobiliária.

De qualquer forma, os empresários estão convencidos da força da economia européia, apoiada no forte crescimento dos últimos anos, no dinamismo do mercado de trabalho, na saudável posição contábil das empresas, na poupança dos lares e na menor vulnerabilidade do setor financeiro.

Os analistas acreditam ainda que, embora a escalada do petróleo os prejudique, sua repercussão é menor na Europa que em outras áreas econômicas pela força da moeda única.

Sobre isso, a BusinessEurope voltou hoje a lembrar da preocupação dos empresários com a pouca força do dólar, pois afeta suas exportações, principalmente os setores aeronáutico, de defesa, químico, têxtil, de engenharia e automobilístico.

De Buck destacou que o euro foi ultrapassando sucessivos “umbrais de dor”, até superar a barreira dos US$ 1,6.

O secretário-geral da patronal se mostrou, no entanto, satisfeito com a resposta dos líderes da zona do euro às exigências dos empresários e elogiou seu apelo às autoridades dos Estados Unidos e nos fóruns internacionais contra as oscilações bruscas nas taxas de câmbio.

A outra grande preocupação dos empresários da UE é a inflação, que aumentou nos últimos meses até níveis desconhecidos nos últimos 15 anos.

Em março, o IPC Harmonizado se situou em 3,6% na zona do euro e em 3,8% nos países do bloco,, muito longe da meta de 2% estabelecida pelo Banco Central Europeu (BCE).

Em sua opinião, é fundamental retomar a senda de “estabilidade de preços” para permitir ao BCE e aos outros bancos centrais da UE tomar medidas para combater a desaceleração.

Por isso, a BusinessEurope pediu aos sindicatos responsabilidade em suas reivindicações salariais para evitar efeitos de “segunda rodada”.

Neste contexto, a patronal ressaltou que os últimos aumentos salariais aplicados na Alemanha não devem servir de exemplo ao resto da UE.

Os empresários reiteraram, por último, a importância de que os Estados-membros mantenham, também nesta fase de desaceleração, a disciplina fiscal.

Eles deixaram claro que a resposta mais adequada à perda de fôlego econômico não são pacotes fiscais seletivos, mas ajustes na política de gastos combinados com reformas tributárias que incentivem a atividade.



 

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