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Mundo

Pastor é preso na Bélgica por enganar imigrantes brasileiros

Arquivo Geral

03/04/2009 0h00

A Polícia da Bélgica prendeu nesta quarta-feira um pastor evangélico italiano que enganou 450 imigrantes ilegais, cost muitos deles brasileiros, que empregou irregularmente em sua firma de limpeza e ainda deixou de pagar.

Com a promessa de regularizar sua situação, ele contratava principalmente mulheres, que empregava de maneira irregular desde 2007 como empregadas domésticas, em troca de “cheques-serviço”, que depois podiam trocar por dinheiro.

No entanto, ele não dava cheques válidos desde fevereiro, depois que a empresa perdeu o direito a trabalhar no sistema de “cheques-serviço”, regulado pelo Governo belga.

O sacerdote entrava em contato com os imigrantes através da BrasilEuro, uma fundação sem fins lucrativos criada por ele supostamente para propagar o cristianismo e ampliar a colaboração entre as Igrejas da América Latina e da Europa.

Além disso, a BrasilEuro tinha também -segundo seus estatutos- o objetivo de ajudar a todos os imigrantes latino-americanos a se integrar e a regularizarem sua situação migratória com apoio jurídico e cursos de línguas.

Para fazer parte desta associação, os imigrantes deviam pagar uma cota anual de 24 euros, que lhes permitia o contrato de trabalho com a firma de limpeza.

Por enquanto, os imigrantes ilegais -entre os quais há 80 equatorianos e um número de brasileiros grande, mas ainda não especificado- não sofrem perigo imediato de expulsão.

Isto porque a investigação permanece na Justiça do Trabalho e não nos órgãos que tratam de imigração, segundo confirmaram hoje à Agência Efe diplomatas de ambos os países.

No entanto, eles ressaltaram que a Polícia dispõe dos dados pessoais destes imigrantes, por isso não podem descartar que eles sejam processados e possivelmente expulsos.

Segundo as autoridades trabalhistas belgas, os imigrantes não serão acusados neste caso, mais também não poderão reivindicar o status de vítima de maus tratos, porque não foram privados de liberdade nem obrigados a trabalhar em condições desumanas.

Em qualquer caso, poderão processar o pastor, já que pagaram para conseguir um contrato de trabalho fictício e não recebem desde fevereiro.

Os diplomatas consultados pela Efe especificaram que o “principal problema” deles agora é o econômico, já que, sem receber desde fevereiro, não têm conseguido arcar com suas despesas.

Por enquanto, diversas associações de caridade vêm prestando assistência aos imigrantes, “as principais vítimas” desta trama, segundo ressaltaram desde as embaixadas equatoriana e brasileira em Bruxelas.

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