A manifestação dará destaque aos seqüestrados que estão em mal estado de saúde, como a ex-candidata presidencial franco-colombiana Ingrid Betancourt.
A presidente da Rede de Iniciativas pela Paz (Redepaz), Ana Teresa Bernal, disse que a passeata, marcada para as 12h locais (14h de Brasília) abrirá “uma nova jornada contra o seqüestro”.
Em declarações à imprensa, Bernal disse que a movimentação é necessária devido à gravidade da situação de alguns reféns, “não só de Ingrid Betancourt, mas de outras pessoas”.
A ativista lembrou o caso de seqüestrados em poder das Farc como o ex-congressista Óscar Tulio Lizcano e o ex-governador do departamento (estado) de Meta Alan Jara. De acordo com fugitivos e com cartas enviadas a familiares, os dois sofrem com diversas doenças na selva após sete anos em cativeiro.
Bernal também pediu para que haja atendimento médico disponível para atender os reféns caso sejam libertados.
A passeata é convocada no momento em que cresce na Colômbia uma mobilização para que as Farc libertem Betancourt, seqüestrada desde fevereiro de 2002 e que, segundo membros da Igreja Católica colombiana, está em péssimas condições de saúde e pode morrer.