A passagem de fronteira de Rafah, entre Gaza e Egito, foi reaberta nesta quinta-feira (19) de forma “limitada”, pela primeira vez desde que Israel fechou o ponto em 28 de fevereiro, confirmaram à AFP fontes oficiais palestinas e egípcias.
A passagem de Rafah, sob controle israelense, é para os habitantes de Gaza a única via de acesso ao exterior que não passa por Israel. O local foi tomado pelas forças israelenses, durante a guerra contra o movimento islamista palestino Hamas, e foi reaberto brevemente em 2 de fevereiro para um trânsito limitado.
Contudo, a passagem foi novamente fechada em 28 de fevereiro, quando começaram os ataques contra o Irã que desencadearam a atual guerra no Oriente Médio.
Um funcionário do Crescente Vermelho egípcio disse à AFP, sob a condição de anonimato, que a passagem foi reaberta nos dois sentidos para permitir uma “circulação limitada” de palestinos que viajam ao Egito para receber tratamento médico, assim como de pessoas que retornam para Gaza.
Por sua vez, uma fonte palestina em Rafah afirmou que 25 palestinos, entre eles oito feridos, conseguiram sair do território.
O Cogat, o organismo do Ministério da Defesa de Israel responsável pelos assuntos civis, também confirmou a reabertura, mas sem revelar detalhes.
A emissora Al-Qahera News, próxima dos serviços de inteligência egípcios, anunciou que a passagem foi reaberta “nos dois sentidos” e divulgou imagens de um pequeno número de palestinos se preparando para seguir do Egito até Gaza.
As imagens também mostram várias ambulâncias que aguardavam para receber pacientes que saíam da Faixa de Gaza.
Israel anunciou que Rafah seria reaberta na quarta-feira, mas o prazo não foi cumprido.
O governo israelense informou que as passagens seriam retomadas em coordenação com o Egito, com a aprovação das forças de segurança do país, e seriam monitoradas pela missão fronteiriça da União Europeia.
A UE enviou em fevereiro uma missão de assistência fronteiriça a Rafah.
Aqueles que entrarem em Gaza deverão ser submetidos a uma revisão adicional por parte do Exército israelense, informou o Cogat.
AFP