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Partido social-democrata rompe com coalizão de governo na Groenlândia

Decisão do Siumut fragiliza governo liderado pelo primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen em meio a disputas políticas e eleições para o Parlamento dinamarquês

Redação Jornal de Brasília

13/03/2026 12h43

Foto: Mads Claus Rasmussen/Ritzau Scanpix/AFP

Foto: Mads Claus Rasmussen/Ritzau Scanpix/AFP

O partido social-democrata Siumut vai deixar a coalizão de governo na Groenlândia, anunciou nesta sexta-feira (13) o primeiro-ministro do território autônomo dinamarquês.

“O Siumut não deseja mais fazer parte da coalizão”, escreveu Jens Frederik Nielsen no Facebook.

Após as eleições locais de 11 de março de 2025, nas quais seu partido obteve o maior número de votos, Nielsen formou um governo de coalizão com todas as legendas representadas no Inatsisartut — o Parlamento — exceto o Naleraq, o mais favorável a uma independência de Copenhague.

O Siumut, com 31 assentos no Inatsisartut, ameaçava abandonar a coalizão há vários dias.

O partido considera que duas ministras candidatas às legislativas dinamarquesas deveriam ter se afastado de suas funções durante a campanha. A Groenlândia tem dois assentos no Parlamento dinamarquês, cujas eleições estão marcadas para 24 de março.

“Quero ser sincero e dizer que estou decepcionado”, reagiu Nielsen. “As declarações e os sinais dos Estados Unidos demonstram claramente que nos encontramos no centro de uma situação geopolítica grave. Justamente por isso era importante para mim reunir uma coalizão mais ampla possível”, escreveu.

Membro do Siumut, a chanceler Vivian Motzfeldt não reagiu de imediato, mas deverá renunciar na sequência desta decisão.

AFP

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