Segundo fontes miliatres, a rede terrorista Al Qaeda não tem acesso a este tipo de armamento, que são usadas pelas tropas americanas no Iraque. Só alguns comandos dos serviços especiais do Exército paquistanês, responsáveis pela segurança do presidente do país, Pervez Musharraf, podem dispor desta tecnologia, segundo o PPP.
O dirigente da formação Babar Awan disse que um médico de Rawalpindi, ao atender Bhutto, afirmou que nunca tinha visto um ferimento “tão complexo”, e acrescentou o fato de Bhutto ter perdido massa encefálica leva a crer que a ex-primeira-ministra não recebeu um impacto de bala, mas de uma pistola laser.
Os tiros e o posterior ataque suicida pretendiam esconder a verdadeira causa da morte de Bhutto, segundo o PPP. Outra fonte do partido disse que, “se uma equipe legista internacional investigar a morte de Bhutto, seu cadáver deverá ser exumado para realizar a autópsia”.
“Sem uma autópsia interna e externa, ninguém pode chegar a nenhuma conclusão sobre a causa real da morte”, acrescentou a fonte.
Em entrevista coletiva, o porta-voz de Exteriores paquistanês, Mohammad Sadiq, disse que países “amigos”, como França, Reino Unido e EUA, tinham oferecido ajuda na investigação, e que o Governo está “considerando” as ofertas.
Acrescentou que o Governo garantiu a esses países que está “comprometido com uma investigação exaustiva e transparente”, é se encontra “aberto” a pedir ajuda externa “se for necessária”.
Bhutto morreu em 27 de dezembro em um atentado ao final de um comício, quando um terrorista disparou contra a líder, para depois detonar seus explosivos, segundo os primeiros resultados da investigação.
Mas a causa da morte da ex-primeira-ministra foi, segundo o Ministério do Interior, o golpe que Bhutto recebeu contra a alavanca do teto solar do veículo onde estava, após cair empurrada pela força da explosão.