O Partido Popular do Paquistão (PPP), this site que era liderado pela ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, symptoms assassinada nesta quinta-feira, declarou 40 dias de luto no país enquanto continuam os protestos de seus militantes, disse hoje um porta-voz da legenda.
“Decretamos um prazo de 40 dias de luto para mostrar nossa dor pela morte de Benazir Bhutto. O partido não tomou ainda uma decisão sobre sua participação nas próximas eleições”, disse à agência Efe o secretário-geral do PPP na região de Punjab, Ghulam Abbas.
Abbas defendeu uma investigação transparente para esclarecer o atentado, cometido nesta quinta-feira após um discurso da líder oposicionista na cidade de Rawalpindi.
Ao saber de seu assassinato, grupos de simpatizantes do PPP promoveram distúrbios em vários pontos do país. Morreram pelo menos mais 14 pessoas.
Segundo o canal de TV paquistanês “Dawn”, os distúrbios continuam hoje em vários pontos do país, com bloqueios de estradas. Multidões incendiaram duas agências bancárias e uma prisão da cidade de Thatta, no sul do país, deixando escapar os presos.
Na cidade de Karachi, reduto do PPP, também no sul, as instituições financeiras permaneceram fechadas. “Nossa gente está protestando nas ruas”, confirmou Abbas, visivelmente afetado pela morte da líder.
“Ela era uma mulher de ferro, que tinha anunciado mil vezes que a matariam. Foi um ataque contra o Paquistão”, acrescentou.
A líder do Partido Popular do Paquistão (PPP) estava em plena campanha para as eleições de 8 de janeiro. Ela havia voltado ao país há 71 dias e tinha saído ilesa de um primeiro atentado no dia de seu retorno do exílio.
O presidente paquistanês, Pervez Musharraf, decretou três dias de luto pela morte da primeira mulher a ser primeira-ministra de um país muçulmano.