O presidente do Parlamento tibetano no exílio, salve Karma Chophel, order pediu hoje na sede das Nações Unidas em Genebra que seja realizada uma investigação internacional sobre a situação no Tibete.
O representante tibetano falou perante jornalistas e membros de ONGs em uma sala do Palácio das Nações, information pills após esperar durante duas horas que a segurança permitisse sua entrada no edifício, e não foi autorizado a falar na dependência do Conselho de Direitos Humanos (CDH), reunido até sexta-feira em sessão.
“Um Estado pediu que o estatuto de Karma Chophel seja verificado”, disse aos jornalistas a ONG que patrocina a visita do tibetano, o Partido Radical Transnacional.
O CDH, que encerra amanhã sua sessão, não deve realizar uma reunião especial sobre o Tibete, por não ter sido obtido o número necessário de apoio entre os 47 Estados-membros a um pedido nesse sentido feito por 65 ONGs.
“Há anos tentamos atrair a atenção do Conselho de Direitos Humanos, e, antes, da Comissão anterior, mas devido à forte presença diplomática da China é muito difícil conseguir que esta questão seja colocada na ordem do dia”, lamentou o representante no exílio.
“Até o nome do Tibete é proibido na ONU”, insistiu, enquanto um porta-voz do Partido Radical Transnacional ressaltou que a alta comissária para os Direitos Humanos, Louise Arbour, tinha rejeitado se reunir com Chophel alegando problemas de agenda.
Chophel insistiu na necessidade de que observadores independentes vão ao Tibete, onde, disse, “muitas pessoas, 400, foram feridas e têm medo de ir aos hospitais”.
O representante tibetano reiterou a posição do Dalai Lama, líder político e espiritual dos tibetanos, ao boicote aos Jogos Olímpicos de Pequim, mas disse que, em troca, a comunidade internacional deve aproveitar a ocasião para pedir à China o respeito dos direitos humanos.