Os legisladores de todos os partidos políticos – com exceção dos pertencentes a uma legenda nanica – votaram a favor da resolução, mas o acordo ainda deve ser ratificado pelo presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, para entrar definitivamente em vigor.
O primeiro-ministro, Yousaf Raza Gillani, tinha assegurado dias atrás que era necessário desenvolver uma estratégia nacional de consenso, motivo pelo qual o acordo devia ser submetido a discussão no Parlamento.
No entanto, uma fonte diplomática americana afirmou à Agência Efe que “Zardari quis passar ao Parlamento a batata quente do acordo”, que é criticado tanto dentro do Paquistão quanto por parte da comunidade internacional.
Em fevereiro, o Governo da Província da Fronteira Noroeste (NWFP) assinou um pacto com o grupo Tehrik Nifaz Shariat-i-Muhammadi (TNSM, Movimento para o Reforço da Lei Islâmica) para aplicar a sharia na divisão de Malakand, que inclui Swat, com condição de conseguir a paz no vale.
Embora no vale prevaleça uma trégua indefinida entre insurgentes e o Exército, desde fevereiro continua havendo episódios de violência, e o presidente paquistanês evitou, durante este tempo, ratificar o acordo.