O Parlamento iraniano retomou hoje a queda-de-braço com o presidente Mahmoud Ahmadinejad, ao rejeitar o pedido do Governo de retirar a lei que pretende substituir os subsídios por ajudas diretas e dinheiro à população.
Segundo a agência de notícias local “Fars”, 120 deputados dos 243 presentes votaram contra o desejo do Gabinete, que não concorda com a forma com a qual a Câmara fez sua proposta de lei, e luta pelo controle absoluto dos recursos.
A “lei de reorientação dos subsídios”, projeto do presidente iraniano, já foi rejeitada em março de 2009 pela Assembleia, que teme que a maior influência ao Governo e piorar a já alta inflação de seu país.
No entanto, aceitou a maior parte da proposta do Executivo em outubro, depois que Ahmadinejad ameaçou retirá-la e fosse apresentada na Câmara para lembrar aos deputados que contava com o apoio explícito do líder supremo da Revolução, aiatolá Ali Khamenei.
A polêmica está na decisão da Câmara de que os recursos sejam colocados no Tesouro nacional e façam parte do Orçamento do Estado, que bate de frente com o desejo de Ahmadinejad de possuir o controle pleno do dinheiro para decidir e tramitar seu uso.
A lei foi rejeitada e devolvida ao Parlamento dias atrás pelo poderoso Conselho de Guardiães, órgão que deve ratificá-la para que possa entrar em vigor.