As sessões do Parlamento se retomarão em janeiro, em data que deverá ser determinada por sua junta diretora, segundo fontes do Legislativo.
O presidente de fato hondurenho, Roberto Micheletti, pediu ontem ao Congresso para que ratifique o acordo executivo que ele assinou na terça-feira para retirar Honduras da Alba, integrada também por Venezuela, Cuba, Nicarágua, Bolívia, Equador e diversos países caribenhos.
O presidente do Legislativo hondurenho, Alfredo Saavedra, nomeou uma comissão de sentença para que apresente um relatório ao plenário de deputados antes de votar a iniciativa de Micheletti.
O outro assunto pendente no Congresso hondurenho é a anistia política para os envolvidos na derrubada de Manuel Zelaya, ocorrida em 28 de junho. Uma comissão legislativa analisará o tema em consulta com outros órgãos do Estado e setores sociais antes de apresentar sua sentença ao plenário.
Segundo o presidente eleito hondurenho, Porfirio Lobo, a comunidade internacional pede a aprovação dessa anistia para normalizar suas relações com Honduras, apesar de esta questão ter sido excluída do acordo assinado por representantes de Micheletti e Zelaya em 30 de outubro.
Nem a anistia política, nem a saída da Alba têm data para serem debatidas no Congresso de Honduras.
O novo Parlamento do país, escolhido nas eleições de 29 de novembro, tomará posse oficialmente em 25 de janeiro, dois dias antes de Lobo.