O debate será precedido por um discurso do primeiro-ministro francês, François Fillon, no qual defenderá a continuidade da missão francesa no Afeganistão.
É a primeira vez que o Parlamento francês vota sobre a missão dos mais de três mil soldados franceses no Afeganistão, desdobrados em sua maior parte no seio da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf), liderada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Dá-se por certo que os legisladores aprovarão a manutenção das tropas francesas no Afeganistão, já que o partido conservador governante, União por um Movimento Popular (UMP), tem a maioria absoluta na Câmara dos Deputados e relativa no Senado.
O opositor Partido Socialista, por sua vez, condicionou seu apoio a uma reorientação da estratégia francesa no Afeganistão, entre outras condições.
Ao defender hoje, em entrevista ao “Canal+”, a manutenção das tropas francesas no Afeganistão, o ministro da Defesa, Hervé Morin, destacou a necessidade de reforçar a estabilização e a segurança no país.
Também pediu para intensificar os esforços para o desenvolvimento do país e a luta contra o tráfico de drogas, assim como em transferir progressivamente ao Exército afegão a responsabilidade da segurança de um crescente número de zonas.
Morin mostrou sua disposição em “sair” do Afeganistão quando tiver sido transferida às instituições afegãs a totalidade das responsabilidades.
Hoje de manhã, opositores à presença de tropas francesas no país desdobraram um cartaz no qual podia-se ler: “Afeganistão: votem não à guerra”.