Uma resolução adotada pelo plenário do Parlamento condena a violência da Polícia paquistanesa usada nos “protestos legítimos” contra o Governo, assim como as detenções em grande escala de opositores, tanto sem acusações como sob acusações de terrorismo “sem fundamentos”.
O texto pede que se dêem as condições para garantir que as eleições anunciadas por Musharraf para 9 de janeiro de 2008 sejam realizadas de forma “livre, justa e transparente”.
A Eurocâmara pediu também que se restaure a independência judicial e se respeite a decisão do Tribunal Supremo sobre a constitucionalidade da eleição de Musharraf como presidente do país.
O Parlamento pediu a Musharraf que “renuncie a seu posto como chefe do Exército antes de tomar posse para um novo mandato presidencial”.
A instituição ressaltou que a credibilidade do processo eleitoral dependerá de que as liberdades de expressão, circulação, associação e reunião “sejam completamente restauradas e se anulem as restrições aos partidos políticos”.
Eleições críveis e significativas requerem “a libertação dos presos políticos e o fim dos desaparecimentos de opositores políticos”, afirma o Parlamento.