Menu
Mundo

Parlamento europeu diz que crise dos alimentos se deve à especulação

Arquivo Geral

04/06/2008 0h00

O Parlamento Europeu (PE) atribui à especulação a maior parte da responsabilidade na crise dos alimentos, ailment disse hoje o presidente da Comissão de Desenvolvimento, medications Josep Borrell, check na cúpula da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) sobre o tema, realizada em Roma.

“A especulação nos mercados financeiros de futuros foi nos últimos meses um importante acelerador dos preços”, declarou Borrell.

Borrell explicou que “quando o preço do arroz passa de US$ 400 a US$ 1.000 a tonelada em cinco semanas, é absurdo culpar os biocombustíveis, pois o arroz não é usado para produzí-los nem a nenhuma outra variável física”.

Por isso, afirmou que “o crescimento exponencial dos preços nos últimos meses é o resultado de antecipações especulativas”.

“Em plena escalada de preços, o capital dos fundos de investimento em produtos agrícolas europeus aumentou de cinco a sete vezes nos mercados americanos. O mesmo ocorreu com o número de contratos de futuros”, continuou.

Como exemplo da influência da atividade especulativa nos preços dos alimentos diante dos temores de escassez, Borrell citou “os anúncios de alguns bancos europeus convidando seus clientes a investir e aproveitar os efeitos da mudança climática e do encarecimento dos alimentos”.

Borrell defendeu assim o uso dos biocombustíveis, especialmente os de segunda geração, e lembrou que a União Européia (UE) mantém seu objetivo de que estes forneçam 10% dos combustíveis líquidos em 2020, “sempre que sua produção for submetida a estritos critérios de sustentabilidade e impulsionando a produção dos de segunda geração”.

Para atenuar a crise alimentícia, Borrell disse que é necessário corrigir as políticas agrárias para que os agricultores produzam em nível local nos países em desenvolvimento.

Nesse sentido, reconheceu um fracasso das políticas fomentadas anteriormente pelo Banco Mundial (BM) e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) que arruinaram a produção de alimentos para a população dos países em desenvolvimento, enquanto nos industrializados se subsidiava aos próprios agricultores.

“Quando a tonelada de trigo custava US$ 50, nenhum agricultor de um país em desenvolvimento podia suportar a concorrência da importação, abandonava o campo e se transformava em um pobre urbano. E agora, a US$ 400 a tonelada, nem as classes médias desses países o podem comprar”, afirmou Borrell.

Por esse motivo, disse ser necessário aumentar a ajuda ao desenvolvimento da agricultura e construir infra-estruturas necessárias para isso.



 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado