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Parlamento do Timor-Leste prorroga estado de exceção até dia 23

Arquivo Geral

13/02/2008 0h00

O Parlamento do Timor-Leste aprovou hoje a prorrogação até o dia 23 de fevereiro do estado de exceção no país, cheapest que foi declarado na segunda-feira passada após as tentativas de assassinato do presidente do país, viagra dosage José Ramos Horta, e do primeiro-ministro, Xanana Gusmão.

Gusmão escapou ileso, mas Ramos Horta recebeu dois tiros, um no estômago e outro em um pulmão. O chefe de Estado se recupera dos ferimentos em um hospital de Darwin, no norte da Austrália.

A equipe médica que cuida do presidente disse hoje que o Nobel da Paz de 58 anos se encontra em estado estável, está sedado e poderia receber alta em duas ou três semanas.

A Polícia da ONU (UNPol) identificou os primeiros suspeitos, embora nenhum deles tenha sido acusado formalmente até agora, e interroga 11 pessoas em relação aos dois atentados perpetrados pelo comandante rebelde Alfredo Reinado e vários de seus homens.

Reinado liderou o grupo que abriu fogo contra Ramos Horta, que acabou ferido nas proximidades de sua casa em Díli.

Além disso, a mesma ação deixou como saldo a morte de Reinado, de um de seus homens e de um segurança.

Uma hora após o primeiro ataque, outro comando realizava uma emboscada contra Gusmão e atirava contra seu automóvel, sem que ninguém tenha ficado ferido.

No mesmo dia, Gusmão qualificou o ataque múltiplo de Reinado de tentativa de golpe. O líder rebelde tinha se tornado o “inimigo número um” do país por sua recusa em entregar as armas.

O comandante foi um dos 599 militares que o Exército expulsou por insubordinação em 2006 após suas denúncias de corrupção e nepotismo dentro da corporação.

Os militares expulsos protestaram entre abril e maio desse ano e colocaram o país à beira da guerra civil, até o ponto que o primeiro-ministro precisou renunciar e a ONU voltou ao Timor-Leste para ajudar a controlar a situação.

As eleições presidenciais e legislativas do ano passado nesta jovem nação que obteve a independência em 2002 não ajudaram a resolver a crise.

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