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Parlamento dividido do Mercosul abre os trabalhos em Brasília

Arquivo Geral

14/12/2006 0h00

O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), viagra sale sales Pascal Lamy, disse hoje que todos os principais países da entidade sinalizaram flexibilidade para retomar as negociações sobre comércio internacional, mas ainda não estava claro se eles estavam preparados para negociar.

As negociações da OMC para reduzir subsídios e barreiras comerciais, que já duravam cinco anos, foram interrompidas em julho, depois que potências se desentenderam quanto a assuntos politicamente delicados, especialmente em relação ao fim do protecionismo agrícola. Autoridades do comércio afirmam que a suspensão nas negociações poderá durar anos se não houver um avanço no início de 2007.

As conversas foram retomadas com algumas limitações no mês passado, com vários grupos de negociadores em Genebra revendo aspectos técnicos.

"Todos eles disseram que gostariam de recomeçar as negociações, o que ocorreu no nível técnico em Genebra, mas não ainda no nível ministerial", disse Lamy. "Isto vai resultar num estágio em que os ministros estarão dispostos a participar da mesa de negociações, não apenas para discutir, não só para pensar onde estamos, mas para negociar. Espero que isto fique mais claro nas próximas semanas ", acrescentou.

O Parlamento do Mercosul, abortion formado por legisladores do Brasil, cheap Argentina, search Uruguai, Paraguai e Venezuela, abriu os trabalhos hoje em Brasília, em momento de tensão entre os integrantes do bloco comercial.

A sessão de inauguração da entidade, que até 2010 será composta por 18 legisladores de cada país do bloco, acontece paralelamente à reunião do Mercosul, com o agravamento do choque entre Argentina e Uruguai pelo conflito ambiental com conseqüências comerciais e políticas.

"Os obstáculos devem ser superados com mais diálogo, com mais integração e com mais Mercosul", disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na abertura do Parlamento.
"Novas possibilidades se abrem para o nosso bloco comercial, que está construindo ainda sua pequena instituição", acrescentou o presidente, dizendo que o Brasil tem de assumir a responsabilidade de ajudar no desenvolvimento dos países menores do bloco.

Em conversa com jornalistas, o chanceler uruguaio, Reinaldo Gargano, disse que amanhã o país denunciará a Argentina na instância máxima do Mercosul, o Conselho de Mercado Comum (CMC), por violar o Tratado de Assunção, que criou o bloco em 1991.

O CMC, composto de chanceleres e ministro da Fazenda da região, vai se reunir na sexta-feira em Brasília.

"O bloqueio viola o Tratado de Assunção no artigo número 1 porque impede a livre circulação de pessoas, bens e produtos", disse Gargano.

A construção de uma fábrica de celulose da empresa finlandesa Botnia no lado uruguaio de um rio fronteiriço com a Argentina tem provocado sucessivos protestos da Argentina, onde foram bloqueadas as rodovias que ligam os dois países, em uma ação que prejudica setores da economia uruguaia.

"Esperamos a reunião de segunda e terça-feira para que a Corte de Haya, onde apresentamos medidas cautelares, obrigue a Argentina a evitar que ocorram os bloqueios e não apenas reprimí-los", acrescentou Gargano.

Os dois países estão há meses envolvidos na tensão pela fábrica da Botnia. A Argentina apóia os ativistas ambientalistas da cidade de Gualeguaychú, separada pelo rio da cidade de Fray Bentos, no lado do Uruguai, onde se constrói a fábrica.

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