Os parentes dos quatro ex-congressistas colombianos cuja libertação foi prometida pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) estão em Caracas à espera da anunciada entrega dos seqüestrados que, visit this site segundo o Governo venezuelano, malady poderia acontecer amanhã mesmo.
No hotel de Caracas onde há alguns dias estão hospedados os parentes dos reféns, os filhos da ex-congressista Gloria Polanco de Lozada disseram aos vários jornalistas que foram hoje ao local que estão aguardando ansiosamente para se reunir amanhã com sua mãe, seqüestrada em 26 de julho de 2001.
Um deles, Jaime Felipe Lozada, indicou que prevêem um encontro hoje à noite com a senadora colombiana Piedad Córdoba, ex-mediadora no processo para uma troca humanitária de reféns por guerrilheiros presos, que deve chegar hoje de Bogotá.
Por sua parte, o Governo venezuelano não deu outras indicações sobre a esperada libertação desde que, na segunda-feira, as Farc anunciaram que tinham dado as coordenadas do local da floresta colombiana onde entregariam os seqüestrados e que possivelmente a operação para o resgate começaria na quarta-feira.
Em suas declarações à imprensa, Polanco disse que não teve contato direto nas últimas horas com o Governo colombiano.
“Sabemos que (as autoridades colombianas) já autorizaram a operação e dizem que não há operações (militares) na zona” onde acredita-se que possa ocorrer a libertação dos reféns
“Esperemos que seja assim, que seja certo”, acrescentou.
Os três filhos de Gloria Polanco estão em Caracas da mesma forma que parentes dos também ex-congressistas Luis Eladio Pérez Bonilla e Orlando Beltrán Cuéllar, seqüestrados em junho e agosto de 2001, respectivamente, e cuja libertação foi anunciada pela guerrilha em 2 de fevereiro.
No sábado passado, o grupo confirmou que também será libertado um quarto refém, o ex-senador Jorge Eduardo Gechem Turbay, preso desde fevereiro de 2002 e que, segundo diversas fontes, encontra-se em estado grave de saúde.
As condições físicas dos cativos poderiam motivar, segundo a imprensa local, sua transferência a algum centro hospitalar ou de atendimento médico, mas isso não foi confirmado, por enquanto, por fontes oficiais.
As autoridades venezuelanas não especificaram como será realizada a operação, se ocorrer na quarta-feira, mas se prevê que os reféns sejam entregues a uma missão que irá buscá-los na floresta da Colômbia para levá-los à Venezuela, como ocorreu com a libertação de outras duas seqüestradas em janeiro passado.
O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, afirmou hoje que seu Governo colaborará na libertação dos quatro ex-congressistas “como sempre fez”.
Por sua parte, o general Mario Montoya, comandante do Exército da Colômbia, disse na segunda-feira que as tropas não interferirão na entrega dos quatro ex-parlamentares.
Segundo Montoya, “não estão sendo antecipadas operações nem sendo intensificadas operações” na zona onde deve ocorrer a libertação.
“O que queremos é que os entreguem o mais rápido possível, porque conhecemos perfeitamente o grave estado de saúde do ex-parlamentar Gechem Turbay”, que sofreu crises cardíacas pelo menos sete vezes, acrescentou.
No dia 10 de janeiro, as Farc entregaram a uma comissão venezuelana a ex-candidata à Vice-Presidência colombiana Clara Rojas e a ex-congressista Consuelo González, em uma operação dirigida no terreno pela Cruz Vermelha Internacional.
A missão venezuelana, liderada pelo ministro do Interior, Ramón Rodríguez Chacín, e integrada também por Piedad Córdoba, levou as duas mulheres em helicóptero até um aeroporto do sudoeste da Venezuela, de onde partiram em um pequeno avião para Caracas.
As Farc, da mesma forma que no caso dos atuais reféns, tinham indicado que entregariam as seqüestradas ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, em “desagravo” por ter sido afastado por Uribe de seu papel de mediador para uma troca humanitária.
O presidente colombiano deu por terminadas as gestões de Chávez e de Córdoba em novembro, o que originou uma crise entre os dois países que chegaram à beira da ruptura, no meio de uma escalada verbal entre acusações e insultos.