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Mundo

Parentes de reféns das Farc aprovam proposta de libertação de Chávez

Arquivo Geral

26/12/2007 0h00

Os familiares de Clara Rojas, seek ex-candidata à vice-Presidência da Colômbia, e da ex-congressista Consuelo González de Perdomo aprovaram a “fórmula” anunciada hoje pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, para a libertação de três reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

“Parece-me muito boa a fórmula”, disse Ivan Rojas, irmão de Clara. Patricia Perdomo, filha de Consuelo disse estar “muito feliz” com a iniciativa.

A Venezuela apresentou hoje à Colômbia um documento com a proposta para que o Governo colombiano autorize a operação humanitária internacional de libertação dos reféns das Farc.

Chávez disse em Caracas que a operação inclui várias opções de lugares para ser iniciada em território venezuelano, no entanto, a primeira fase terminaria no aeroporto da cidade de Villavicencio (Colômbia), capital do departamento (estado) de Meta.

Nesse aeroporto ficariam os pequenos aviões – Falcon 90 – e de lá partiriam os helicópteros, equipados com tanques de combustível suplementares, rumo ao ponto de encontro com as FARC, numa localidade secreta.

A Venezuelana também solicitou a designação de um delegado oficial do Governo colombiano que se juntará aos das administrações de Argentina, Bolívia, Brasil, Cuba, Equador e França.

“(A resposta) está nas mãos do presidente (colombiano, Álvaro Uribe)”, afirmou Ivan Rojas. “O que o Governo decidir, nós acataremos”, acrescentou.


“É ótima a sugestão de Chávez sobre a chegada de uma comissão internacional”, afirmou Ivan, em referência à proposta do governante da Venezuela para verificar os deslocamentos de aviões venezuelanos no espaço aéreo colombiano e supervisionar a libertação dos reféns.

“(Esse acompanhamento internacional) É bom para eles (os países e presidentes envolvidos), para todos, para nós e para os seqüestrados”, declarou Ivan, tio de Emmanuel – filho de sua irmã Clara e de um guerrilheiro que nasceu durante este período de cativeiro e também será libertado.

Para María Fernanda Perdomo, outra filha de Consuelo, a operação explicada por Chávez em Caracas em entrevista coletiva, “não é impossível”. “Parece-me que deve ser fácil”, acrescentou.

Ela afirmou que se fosse possível, participaria da operação e gostaria de viajar nos helicópteros até o ponto de resgate.

“O que mais me interessa é que minha mãe possa abraçar María Juliana, minha filha”, afirmou María Fernanda.

“Definitivamente, Chávez mostrou a parte operacional”, disse o analista político Lázaro Viveros. Ele destacou “a participação de países latino-americanos e da França para recuperar os reféns”.


“Tomara que Uribe lidere essa operação e o processo de acordo humanitário e não o presidente de outro país”, afirmou o analista político.

Viveros espera que a operação não seja clandestina. Além disso, ele deseja que o êxito da proposta, após a aprovação colombiana, se traduza no restabelecimento total das relações entres os dois países.

As relações diplomáticas entre Colômbia e Venezuela estão enfraquecidas desde 21 de novembro, quando Uribe colocou um fim à mediação realizada por Chávez e pela senadora colombiana Piedad Córdoba.

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