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Mundo

Paramilitares colombianos bebiam sangue e comiam carne humana

Arquivo Geral

02/08/2007 0h00

Chefes paramilitares de extrema-direita colombianos obrigavam seus subordinados a beber sangue e comer carne humana, viagra 60mg confessou um ex-combatente das facções em um vídeo, revelaram hoje parlamentares do país.

O vídeo foi apresentado na noite de quarta-feira em um debate Câmara dos Deputados da Colômbia que analisou os avanços, e retrocessos da Lei de Justiça e Paz, marco legal da desmobilização de grupos armados no país.

Segundo o ex-paramilitar “Robinson”, os chefes obrigavam o grupo a consumir carne e sangue de suas vítimas. “Robinson” disse que a “prova de fogo” na facção era assassinar e esquartejar o melhor amigo de cada um, e quem fazia isso recebia “parabéns” dos comandantes.

“Quando não havia carne, mandavam tirá-la dos cadáveres para comer”, disse o paramilitar. Ele confessou ter feito isso uma vez, mas que outros faziam várias regularmente, entre eles o comandante, conhecido como “Muela Rica”. O grupo em que “Robinson” combatia agia no departamento do Putumayo, nos Andes colombianos.

A gravação foi apresentada pelo deputado Guillermo Rivera, no debate em que o Partido Liberal criticou os alcances e resultados da Lei de Justiça e Paz.

Na mesma sessão, o Governo da Colômbia, por meio dos ministros do Interior e de Justiça, Carlos Holguín, e de Defesa, Juan Manuel Santos, defenderam o processo de desmobilização.

Os representantes Rivera e Germán Olano criticaram a campanha oficial para aplicar caráter político aos crimes dos paramilitares e questionaram se “esses antropófagos” serão os parlamentares de amanhã. Se os ex-combatentes forem perdoados, não serão condenados, podem ser indultados e poderão ser eleitos. Tanto o ministro Holguín quanto o da Defesa, no entanto, defenderam a Lei de Justiça e Paz.

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