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Mundo

Paralisação continua na Espanha com circulação normalizada em estradas

Arquivo Geral

12/06/2008 0h00

O quarto dia de paralisação do setor dos transportes na Espanha começou hoje com a circulação “plenamente normalizada” em todas as principais vias, online informa o Ministério do Interior da Espanha.

No entanto, os efeitos da greve podem ser sentidos em algumas fábricas, especialmente de automóveis, que tiveram que interromper suas atividades hoje por falta de abastecimento.

O Ministério do Interior informou em comunicado que os postos fronteiriços permanecem abertos, da mesma forma que os acessos às grandes cidades.

A mesma fonte também informou que 71 pessoas foram detidas desde o início da paralisação, na última segunda, até o início do dia de hoje.

Mais de 6 mil caminhões circulam escoltados pelas Forças de Segurança para garantir o funcionamento dos serviços públicos e o abastecimento dos mercados após os bloqueios de estradas e os incidentes causados em dias anteriores pelos piquetes.

Os efeitos da greve são sentidos hoje, além de nos mercados, em algumas fábricas de automóveis às quais não chegaram alguns equipamentos.

Este é o caso das instalações da Renault em Valladolid e Palencia, no centro da Espanha, que hoje interromperam suas atividades.

A fábrica da Ford em Almussafes, em Valência, seguirá paralisada o dia todo após a interrupção de trabalho na noite de ontem por falta de componentes para as plantas de carroceria, montagem e pintura.

Por outro lado, a Seat começou a receber algumas peças graças ao desbloqueio da passagem fronteiriça e trabalha com 40% de sua capacidade na fábrica de Martorell (Barcelona), e com 50% na da Zona Franca de Barcelona.

O centro da PSA Peugeot Citroën na cidade galega de Vigo parou também hoje toda sua produção de veículos.

A ministra de Desenvolvimento, Magdalena Álvarez, disse, após o acordo firmado com a maioria do Comitê Nacional de Transporte por Estrada (CNTC), que agora é esta entidade que tem que chamar os promotores da greve para que desistam “desta posição de força”.

Na noite passada, o Ministério de Desenvolvimento assinou um acordo com associações que representam 88% do CNTC com melhoras para o coletivo das transportadoras.

A paralisação tem como objetivo forçar o Governo a adotar medidas que combatam o aumento do preço do gasóleo por causa dos altos preços do petróleo.


 

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