O Paraguai pode começar a vender diretamente no mercado brasileiro a partir do ano que vem o excedente da energia que lhe corresponde gerada pela usina hidroelétrica bilateral de Itaipu, no marco do acordo assinado pelos Governos de ambos os países, informaram hoje fontes oficiais.
O anúncio foi realizado durante a reunião realizada hoje em Assunção entre delegados paraguaios e brasileiros de uma comissão formada para atender as exigências de melhores ganhos com a hidroelétrica feitas pelo Governo do presidente do Paraguai, Fernando Lugo, informou a Chancelaria do país em comunicado.
Lugo e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinaram em 25 de julho passado em Assunção um acordo que estipula o maior aproveitamento de Itaipu e que ainda não foi aprovado pelos Parlamentos de ambos os países.
Durante a reunião, ficou decidido que a venda ao Brasil começará de maneira gradual em 2010 com a energia gerada na represa paraguaia de Acaray, próxima à de Itaipu. A partir de 2011, a energia virá desta última.
Também foi definido que, no caso de Itaipu, a venda inicial seria de 300 megawatts por ano.
Lugo e Lula fecharam acordo em julho para triplicar o valor dos pagamentos que o Paraguai recebe pela cessão do excedente de sua parte da energia gerada pela usina de Itaipu, a maior do mundo em funcionamento.
Assim, Paraguai passaria a receber US$ 360 milhões anuais em vez dos atuais US$ 120 milhões.
A declaração assinada por Brasil e Paraguai estabelece também a possibilidade de que o Paraguai comercialize seu excedente diretamente no mercado brasileiro ou que o venda para terceiros países.