A primeira-dama do Paraguai, troche Gloria Penayo, diagnosis afirmou hoje que a desigualdade e a marginalização social são ameaças para a segurança internacional, das quais nem mesmo os países mais ricos não estarão a salvo a não ser que se comece a aliviar o sofrimento dos que vivem na “indigência mais dilaceradora”.
Penayo discursou hoje no segundo dia da cúpula sobre segurança alimentar, organizada em Roma pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).
Em seu discurso, a mulher do presidente paraguaio, Nicanor Duarte, criticou o capitalismo e os investimentos estrangeiros que buscam apenas o lucro e pediu uma globalização com normas para evitar mais sofrimentos aos desfavorecidos.
O “maior desafio” é encontrar uma alternativa real que permita satisfazer a demanda de alimentos no mundo sem destruir os recursos naturais.
A desigualdade e a marginalização social são “ameaças crescentes para a estabilidade política e a segurança internacional”, e nem as nações mais poderosas “escaparam dos efeitos deste terremoto social, mas se começa a aliviar a dor e a corrigir a injusta situação dos que vivem a indigência mais dilaceradora”, declarou.
Penayo afirmou estar ferventemente convencida de que a solidariedade internacional é “o melhor caminho” para chegar à globalização do bem-estar e da coesão social, mas para isto é necessária vontade humana e determinação política.
Os problemas da fome e da desnutrição “não estão na falta de alimentos, mas na falta de acesso aos alimentos disponíveis”.
Desta forma qualificou de “doloroso” que toneladas de alimentos, excedentes da exportação ou remanescentes dos grandes mercados devam ser destruídos “para preservarem a ordem capitalista e as regras do mercado em termos de conservação de preços”.
Penayo lançou uma advertência contra o capitalismo quando só “se movimenta pelo lucro desaforado, o egoísmo da dominação dos mercados emergentes e de nossas culturas” e disse que a globalização, “sem uma nova ordem e sem novas regras, terminará em mais infortúnios para nossos povos”.
Sobre os investimentos estrangeiros, a primeira-dama do Paraguai disse que eles “são importantes”, mas que sem leis justas, sem defesa do ecossistema e sem a obrigação de reinvestir o lucro elas terminaram em “verdadeiras depredações que empobrecem ainda mais nossos povos”.
Penayo espera que a cúpula de Roma “não fique em meras expressões de vontades, mas no firme compromisso de todos aqueles que têm a possibilidade e a responsabilidade para alcançar um mundo mais eqüitativo para todos”.