O coordenador especial da ONU para o Oriente Médio, stomach Michael Williams, capsule assegurou hoje que a situação no Líbano está ficando “mais difícil” apesar do progresso obtido para pacificar o país após os ataques de Israel do ano passado.
Williams se mostrou preocupado com a possibilidade de um rearmamento das milícias islâmicas e de grupos radicais palestinos assentados no Líbano.
Ele apontou dois relatórios entregues no mês passado ao Conselho de Segurança da ONU. Os textos se referem à vulnerabilidade ao tráfico de armas da fronteira entre Síria e Líbano e às denúncias do Exército libanês sobre a chegada ilegal de material bélico ao país.
O diplomata britânico assegurou que a fronteira libanesa com a Síria é muito “porosa” e que as forças de segurança de Beirute são incapazes de protegê-la, por isso considerou que o Conselho de Segurança talvez tenha que tomar medidas.
Em um dos relatórios, a ONU expressou preocupação com as denúncias de que o Hisbolá teria construído centros de treinamento e plataformas de lançamentos de foguetes.
Também considerou inquietante o aparente envio de armas a milícias palestinas que operam no Líbano, como a Frente Popular para a Libertação da Palestina-Comando Geral.
Por outro lado, Williams lembrou que um ano depois do conflito entre Israel e o Hisbolá, ainda não se sabe nada dos dois soldados israelenses Ehud Goldwasser e Eldad Regev, cuja captura por parte da milícia islâmica foi o pivô da guerra.
Ele lembrou que Israel ainda mantém prisioneiros libaneses sob custódia. Quanto Williams indicou que um cartógrafo da ONU está prestes a apresentar os resultados de um estudo sobre a demarcação das Fazendas de Chebaa, outra polêmica entre israelenses e libaneses.
O Líbano assegura que a região de 25 quilômetros quadrados faz parte de seu território, enquanto Israel a considera extensão da região do Golã, que tomou da Síria após a Guerra dos Seis Dias.
O embaixador dos Estados Unidos na ONU, Zalmay Khalilzad, assegurou após reunião com Williams que o Conselho de Segurança mantém apoio ao Governo do primeiro-ministro libanês Fouad Siniora.
Khalilzad mencionou o “papel negativo que a Síria e o Irã jogam no Líbano”, em referência às denúncias de tráfico de armas através de solo sírio.
Já o embaixador da Síria na ONU, Bashar Jaafari, desprezou as acusações, que atribuiu aos serviços de inteligência israelenses.