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Para ONU, ritmo de construção de colônias na Cisjordânia é "alarmante"

Arquivo Geral

21/10/2010 17h23

 

 

O enviado especial da ONU para o Oriente Médio, Robert Serry, qualificou hoje de “alarmante” o início da construção de mais de 600 casas nas colônias judaicas no território ocupado da Cisjordânia em pouco menos de um mês.

“O reatamento da construção dos assentamentos, que é ilegal de acordo com o Direito Internacional, vai na direção oposta dos pedidos da comunidade internacional às partes para que encontrem as condições para a negociação, e isso destruirá a confiança”, destacou em comunicado.

Hagit Ofran, encarregada de acompanhar o avanço da colonização judaica na ONG israelense Shalom Achshav (Paz Agora), afirmou hoje à Agência Efe que cerca de 600 casas serão construídas nas colônias na Cisjordânia após o fim da moratória sobre a construção nesse território em 26 de setembro.

Ofran destacou que a construção “está se dando em grande velocidade, quatro vezes mais rápido que antes da moratória, já que durante dez meses eles não puderam construir”.

Além disso, há cerca de 13 mil imóveis que contam com todas as permissões necessárias para ser construídos, acrescentou.

Os colonos aceleraram as obras de construção perante o temor de que o Governo de Benjamin Netanyahu anuncie uma nova moratória para dar continuidade às negociações.

No último dia 15, o Ministério de Habitação israelense voltou a ser alvo de duras críticas na esfera internacional após licitar a construção de 238 casas para judeus em dois assentamentos situados em Jerusalém Oriental, território palestino ocupado desde 1967.

O Governo dos Estados Unidos, que tenta fazer com que israelenses e palestinos retornem à mesa de negociações, disse sentir-se “decepcionado” pelo anúncio das novas construções.

A França e a Rússia também ressaltaram que a medida representa um obstáculo às negociações.

Os palestinos se negam a seguir com as negociações de paz – que têm como objetivo criar um Estado palestino independente em menos de um ano – enquanto Israel mantiver a construção das colônias, postura que conta com o apoio da Liga Árabe.

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