Geithner afirmou em entrevista coletiva, ao término da reunião do Grupo dos Sete (G7, grupo dos países mais desenvolvidos formado por Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, Reino Unido, Itália e França) em Istambul, que há sinais que a recuperação é mais forte e adiantada que o previsto inicialmente, mas que retirar os programas de estímulo econômico agora seria um erro.
“Estamos na fase inicial da recuperação, o desemprego ainda está em um nível inaceitável e o setor financeiro está danificado. As condições para uma recuperação sustentada impulsionada pela demanda privada não estão estabelecidas”, ressaltou.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou que o aumento do gasto público e dos estoques são fenômenos temporários.
No comunicado, os ministros de economia e governadores dos bancos centrais do G-7 “se comprometeram em manter os estímulos até que a recuperação esteja assegurada”.
Em sua declaração, o G-7 disse que uma taxa de câmbio mais flexível na China “deveria levar a uma contínua apreciação do iuane e ajudar a impulsionar um crescimento global mais equilibrado”.
A alta do valor da moeda chinesa depreciaria o dólar, mas Geithner reiterou a importância para o país manter um dólar forte.
A reforma financeira foi um assunto principal do encontro do G-7.
Geithner criticou os bancos resistentes às mudanças e lembrou que são as mesmas entidades que antes da crise afirmavam saber conduzir os riscos.
O secretário prometeu que não fará uma reforma superficial para preservar hábitos e gerar uma nova crise.