O ex-presidente de Cuba Fidel Castro acredita que o debate sobre o embargo dos Estados Unidos contra a ilha, que será realizado nesta terça-feira (25) na Organização das Nações Unidas, mostrará a necessidade de acabar com o bloqueio e com um sistema que “gera injustiça” no planeta e arrisca a sobrevivência humana.
“Seguiremos com essa batalha que colocará em evidência, mais uma vez, a necessidade de pôr fim não só ao bloqueio, mas ao sistema que engendra a injustiça em nosso planeta, dilapida seus recursos naturais e põe em risco a sobrevivência humana”, escreve Fidel Castro no seu último artigo “Reflexões”, publicado pela imprensa oficial cubana.
A Assembleia Geral da ONU votará nesta terça-feira uma nova resolução que condena o embargo comercial, econômico e financeiro imposto pelos Estados Unidos a Cuba há quase meio século. A alegação de Havana será defendida pelo chanceler cubano, Bruno Rodríguez.
Esta é a 20ª vez que o Governo cubano apresenta um projeto de resolução no organismo internacional para pedir o fim das sanções americanas contra a ilha.
Em 2010, foi aprovada uma resolução similar com os votos favoráveis de 187 países, dois votos contra dos EUA e de Israel e as abstenções das Ilhas Marshall, Palau e Micronésia.
O ex-presidente Fidel Castro, que completou 85 anos em agosto, se afastou do poder em 2006 por uma grave doença e delegou suas funções a seu irmão Raul, que assumiu definitivamente a Presidência em fevereiro de 2008.