Menu
Mundo

Para especialistas, Estados Unidos estão perdendo luta contra o terror

Arquivo Geral

20/08/2007 0h00

Um relatório publicado hoje mostra que 84% dos especialistas americanos em política externa acham que o Governo dos Estados Unidos está perdendo a guerra contra o terrorismo.

Ainda de acordo com o documento, adiposity 91% acham que o mundo está se tornando mais perigoso para o país.

O Terceiro Índice sobre Terrorismo, viagra approved elaborado pela revista “Foreign Policy” e pelo Centro para o Progresso Americano, page ouviu as opiniões de mais de cem especialistas americanos em política externa, entre antigos secretários de Estado, assessores para a segurança nacional, altos funcionários da Casa Branca, comandantes do Exército, acadêmicos e agentes da inteligência.

O estudo revela um pessimismo maior do que o observado nos relatórios de fevereiro deste ano e de julho de 2006.

A grande maioria dos especialistas (80%) acredita que, nos próximos dez anos, um ataque terrorista similar ao de 11 de setembro de 2001 acontecerá no país.

“Isto indica que os especialistas em segurança acham que não estamos mais seguros que antes dos atentados”, disse em entrevista coletiva Bruce Hoffman, professor da Universidade de Georgetown.

De bom, o relatório indica que muitas das agências estatais encarregadas da segurança nacional “parecem ter melhorado seu trabalho”.

Seis de nove órgãos, incluindo os Departamentos de Estado e de Defesa, tiveram seu desempenho aprovado, enquanto, há um ano, quando foi divulgado o Primeiro Índice sobre Terrorismo, só uma agência do Governo havia alcançado um nível satisfatório de competência.

No entanto, apesar dos progressos, persistem as críticas às políticas em vigor, sejam as relativas à energia, às atividades de vigilância interna, à detenção de supostos terroristas na base naval de Guantánamo ou aos esforços para a paz no Oriente Médio.

O documento revela ainda que nenhuma estratégia do Governo dos EUA foi tão criticada quanto à empregada no Iraque, tanto que a nota dos especialistas para a política americana adotada no país árabe, em uma escala de 0 a 10, foi 2,9.

Definitivamente, destaca o relatório, o conflito no Iraque parece ser a causa do pessimismo expressado por todos os analistas em relação ao estado da segurança nos EUA.

Dos especialistas consultados, 92% disseram que a guerra no Iraque afeta negativamente a segurança nacional, contra 87% que achavam o mesmo há um ano.

Também chama a atenção o fato de apenas 5% dos analistas acharem que a Al Qaeda perderá força por causa da intervenção americana, e de apenas 3% acreditarem que o Iraque, algum dia, será uma democracia.

O estudo ressalta ainda que mais da metade dos entrevistados se opõem à decisão do Governo americano de enviar mais tropas ao Iraque.

Segundo Fawaz Gerges, acadêmico do Sarah Lawrence College de Assuntos Internacionais e de Política Árabe e Muçulmana, no momento, o maior desafio dos EUA é “encontrar o caminho certo para tirar as tropas do Iraque e preencher o buraco que elas deixarão em matéria de segurança”, já que as reivindicações da Al Qaeda são uma “bomba” e podem se alastrar por outros países e grupos terroristas.

Especificamente, 35% dos analistas acham que o Paquistão se tornará o país com mais membros da Al Qaeda.

As conseqüências e o desgaste político decorrente da guerra no Iraque são tais que a grande maioria dos especialistas em segurança nacional não quer que o Governo repita “o mesmo erro” em outros países.

Por isso, embora 83% dos consultados não achem que o programa nuclear iraniano tenha fins civis e pacíficos, só 8% apoiariam uma intervenção militar em resposta a este “desafio”.

Além disso, um em cada dez diz que os EUA deveriam impor sanções ou dialogar, pela via diplomática, o fim das aspirações nucleares do Irã.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado