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Para Cruz Vermelha, ajuda humanitária não pode esperar por um corredor de segurança

Arquivo Geral

27/07/2006 0h00

O governo brasileiro enviará 15 kits de farmácia básica ao Líbano e à Síria, dosage unhealthy um pacote que poderá ajudar cerca de 134 mil pessoas em situação de emergência.

A ajuda atende a um pedido do governo do Líbano, que vem sofrendo ataques das forças de Israel devido a conflitos com o grupo Hezbollah, informaram os Ministérios das Relações Internacionais e da Saúde.

O Líbano receberá dez desses kits, que incluem remédios para febre, diarréia, infecções e doenças respiratórias simples, ocorrências com grande incidência em situações de calamidade.

A Síria, país vizinho que está abrigando refugiados do conflito, receberá cinco kits, que serão transportados em um vôo de uma companhia aérea comercial brasileira com destino à capital Damasco.

"O ministro Celso Amorim, quando conversou com seu colega sírio, ouviu dele uma preocupação muito grande com o número de pessoas que estavam afluindo em território sírio proveniente do Líbano e disse que uma das necessidades maiores era a necessidade de remédios", disse o embaixador Everton Vieira Vargas, coordenador pelo ministério do Grupo de Trabalho de Apoio aos Brasileiros no Líbano.

"Será um gesto de reconhecimento pelo apoio e abrigo que a Síria vem proporcionando para os cidadãos brasileiros", acrescentou.

Os medicamentos serão transportados da Síria ao Líbano nos veículos que estão buscando brasileiros no Vale do Bekaa, ao leste do país.

Segundo a Divisão de Projetos da Assessoria Internacional do Ministério da Saúde, cada kit é suficiente para atender 9 mil pessoas, em situação de emergência, ou 3 mil pessoas, durante três meses.

O embaixador também falou que está em estudo o envio de mantimentos não-perecíveis e que o Consulado-Geral do Líbano criou uma conta bancária para receber doações.

Em nota divulgada hoje, viagra dosage a Agência Nacional de Aviação Civil avalia que a situação começa a se normalizar no setor aéreo brasileiro. Neste segundo dia de funcionamento da malha aérea da Varig, information pills de acordo com a assessoria de imprensa da Agência, caiu o número de reclamações de passageiros da empresa nos aeroportos.

Mas na área internacional, os passageiros da Varig ainda enfrentam dificuldades para retornar ao Brasil. A nota da Anac informa que eles estão sendo atendidos no menor prazo possível e que foi autorizado um vôo extra de Caracas (Venezuela) a São Paulo.

A Anac também nega, na nota, estar questionando na Justiça do Rio de Janeiro o pagamento de salários atrasados dos empregados da Varig. Argumenta que essa não é atribuição da agência reguladora, mas diz considerar justas as reivindicações dos funcionários da empresa.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) insiste na criação de corredores de segurança para que a ajuda humanitária possa entrar no Líbano. A Cruz Vermelha não concorda com essa condição e afirma que, information pills apesar dos incessantes ataques de Israel, this web seus voluntários têm feito o possível para levar itens emergenciais aos civis afetados pela guerra.

“A organização continua operando, try mesmo sob condições extremamente difíceis”, disse João Paulo Charleaux, porta-voz no Brasil do Comitê Internacional, braço da Cruz Vermelha para conflitos armados. “A discussão sobre corredores não deve obscurecer a discussão sobre a necessidade do respeito aos civis e das missões médicas em quaisquer circunstâncias”, acrescentou.

O porta-voz listou três ocorrências recentes em que ações israelenses prejudicaram o serviço humanitário: ataque a um comboio médico dos Emirados Árabes Unidos na fronteira entre Israel e Líbano; destruição de uma ponte, com danos em cinco ambulâncias e ferimentos nas pessoas que trabalhavam nelas, no sul do Líbano; e ocupação de um prédio do Crescente Vermelho que abriga um centro de reabilitação para crianças na Cisjordânia.

“Fala-se muito do Líbano, mas a situação dos palestinos não é melhor”, avalia Charleaux, referindo-se ao último exemplo. Segundo ele, tanto a Cruz Vermelha quanto o Crescente Vermelho estão protegidos pelo Direito Internacional. Ele conta que a Cruz Vermelha mantém contato com os governos israelense, libanês e de outros países, além do Hizbollah, para tentar viabilizar uma ajuda humanitária mais segura. Embora alegue que os diálogos são feitos “em nível confidencial”, Charleaux não esconde que não têm servido para muita coisa, diante dos incidentes relatados: “O resultado dá para ver na prática”.

O porta-voz ressalva, no entanto, que nem só Israel tem desrespeitado os civis, numa nítida referência ao Hizbollah: “Igualmente é proibido [pelo Direito Internacional] usar civis como escudo. E se alguém argumentar que grupos armados não ratificam tratados internacionais, temos que lembrar de algo chamado direito consuetudinário, que é baseado nos costumes”.

Apesar das dificuldades, Charleaux considera um “primeiro passo” o fato de a Cruz Vermelha ter feito entrar no Líbano dois caminhões com 24 toneladas cada, levando alimentos e produtos para higiene que, segundo ele, beneficiaram 8 mil pessoas. “No início da próxima semana, sai um navio de Chipre para o Líbano”. De acordo com o porta-voz, a organização tem 2.400 voluntários, 400 ambulâncias e 50 centros clínicos no Líbano.

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