O administrador do Kremlin, approved Vladimir Kojin, order disse hoje que ainda é cedo para planejar qualquer mudança da múmia do líder revolucionário bolchevique Vladimir Lenin, healing exposta no Mausoléu da Praça Vermelha de Moscou desde 1924.
“Estou convicto de que, por enquanto, nada deve ser tocado. Acabamos de começar a nos afastar da Revolução, das intermináveis batalhas políticas e o país acaba de começar a viver normalmente”, afirmou Kojin em entrevista publicada hoje pelo jornal “Rossiskaya Gazeta”.
“Assim que abordarmos este tema espinhoso, levantará uma onda por todo o país, que alcançará nossos pais, avôs e avós. Seria conveniente a quem? A ninguém”, disse.
Por outro lado, ele alegou que a existência de uma necrópole em “pleno centro do país” é um “disparate”. No entanto, a decisão sobre se o corpo do líder da Revolução de 1917 “deve continuar ou não” no local teria que ser tomada em âmbito nacional, afirmou o administrador do Kremlin.
Kojin acredita que a melhor forma poderia ser a realização de um plebiscito. “Se 80% dissessem que o corpo de Lenin deveria ser sepultado, então seria preciso tomar alguma decisão. Antes, não”, enfatizou.
Os pedidos para remover a múmia do líder bolchevique do Mausoléu e enterrá-lo junto com sua mãe em São Petersburgo, como ele queria, foram ouvidos pela primeira vez na época da “perestroika” de Mikhail Gorbatchov.
Na época, estas reivindicações, feitas pela então nascente oposição democrática, provocaram o efeito de uma bomba na luta para pôr fim à hegemonia do Partido Comunista (PC).
No entanto, nem após a vitória de Yeltsin em 1991, que levou à proibição temporária do PC e à posterior desintegração da União Soviética, as autoridades russas decidiram colocar o que consideravam “um ponto final na época comunista” de uma forma tão radical.