“As sanções em si não são um fim, e não é o momento adequado para impor sanções, porque os esforços diplomáticos continuam em andamento”, disse o diplomata chinês em entrevista coletiva na sede da ONU.
Ocupante da Presidência rotativa do Conselho de Segurança das Nações Unidas neste mês, Zhang apresentou hoje a agenda mensal de trabalho do órgão, na qual o programa iraniano é mencionado apenas no pé da página.
O diálogo entre a comunidade internacional e a república islâmica requer “mais tempo e paciência”, assegurou o diplomata, para quem “ainda há margem para superar diferenças e encontrar um acordo por meio da diplomacia”.
“Além disso, penso que a solução pacífica do caso nuclear iraniano mediante a diplomacia é a melhor opção e é do interesse da comunidade internacional”, acrescentou Zhang.
As palavras do embaixador chinês na ONU contrastam com a posição de países ocidentais do Conselho de Segurança, que querem a aprovação de uma nova rodada de sanções ao Irã antes do final de fevereiro.
O porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores do Irã, Ramin Mehmanparast, disse hoje em Teerã que a imposição de novas sanções “será inútil” e que a polêmica sobre o programa nuclear do país é “puramente política”.