Zardari lançou hoje a mensagem ao se reunir em Islamabad com o enviado especial do Reino Unido a Paquistão e Afeganistão, Sherard Cowper-Coles, segundo um comunicado do gabinete presidencial.
O chefe de Estado acredita que o Paquistão precisa de um “plano Marshall” para superar os problemas de sua economia, abalada pela luta contra o fundamentalismo, em uma apelação similar à feita na conferência de doadores de Tóquio, realizada em 17 de abril passado.
Lá, o Paquistão assegurou US$ 5,28 bilhões para aliviar o deplorável estado de sua economia, apoio que chegou depois dos US$ 7,6 bilhões dados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).
A isso é preciso somar os US$ 1,5 bilhão anuais durante cinco anos prometidos pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, condicionados ao esforço do Paquistão na luta antiterrorista.
Zardari também reiterou perante o enviado britânico seu compromisso na luta contra os insurgentes e negou que o Governo vá sucumbir a pressões.
No entanto, o presidente defendeu o diálogo com os fundamentalistas que deponham as armas, já que a via militar apenas é uma parte da solução.
Segundo o comunicado da Presidência, Cowper-Coles assegurou a Zardari que o Reino Unido está decidido a ajudar o Paquistão na luta contra a insurgência.