Os três partidos da oposição paquistanesa que decidiram formar Governo de coalizão somam quase dois terços da representação no Parlamento, nurse segundo a distribuição de cadeiras concluída hoje pela Comissão Eleitoral.
Com a distribuição de cadeiras para minorias e mulheres no Parlamento do Paquistão, a Comissão Eleitoral deu por encerrada a composição do Parlamento após as eleições de 18 de fevereiro.
Segundo os resultados, correspondentes a 331 deputados dos 342 que conformam a Assembléia, o Partido Popular do Paquistão (PPP), da ex-premier Benazir Bhutto, teria 120 cadeiras, outras 90 ficariam com a Liga Muçulmana-N (PML-N), do ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, e 13 para o Partido Nacionalista Awami (ANP).
As três legendas somam até agora 223 deputados, próximo dos 229 necessários para restabelecer os magistrados do Tribunal Supremo destituídos em novembro pelo presidente do Paquistão, Pervez Musharraf.
O partido que apóia Musharraf ficou com 51 cadeiras, segundo a agência estatal “APP”.
De acordo com a emissora “Geo TV”, o líder do PPP, Asif Alí Zardari, já teria entrado em contato com alguns dos 18 candidatos independentes com cadeira de deputado para que se somem ao Governo, o que daria à coalizão os dois terços de representação parlamentar.
Além disso, ainda restam recursos e queixas pendentes de resolução em sete circunscrições, enquanto outras duas continuam sem ser apuradas.
Uma votação foi adiada e se registrou um empate em uma circunscrição da Província da Fronteira do Noroeste (NWFP), segundo a “APP”.
Faltando estes resultados, a distribuição de cadeiras de hoje já desenha o mapa político do Parlamento nacional, que deverá se reunir em breve para realizar suas primeiras sessões, o que dará passagem à formação de Governo.