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Mundo

Paquistaneses libertam chineses seqüestrados por atos contra o Islã

Arquivo Geral

23/06/2007 0h00

Duas pessoas morreram na manhã de hoje em uma rodovia de Minas Gerais nas proximidades da cidade mineira de Congonhas. Um caminhão que carregava vassouras bateu de frente com uma carreta e os motoristas morreram no local.

A colisão ocorreu por volta das 5h e deixou a rodovia fechada por mais de quatro horas para que a carga dos dois veículos fosse retirada. O fechamento causou um gigante congestionamento na rodovia.


Os estudantes radicais da Mesquita Vermelha do Paquistão libertaram hoje os nove reféns, sales entre eles seis mulheres chinesas, seqüestrados na noite de sexta-feira com a acusação de “atos contra o Islã” por suposta prostituição, informou hoje um clérigo do templo.

“Depois que a Administração nos assegurou que fechará os centros de massagem em Islamabad e em função da amizade entre Paquistão e China, libertamos os nove homens e mulheres”, anunciou o clérigo Abdul Rashid Ghazi, o “número dois” da Mesquita, em entrevista coletiva.

Os estudantes, homens e mulheres armados, invadiram na noite de sexta-feira um centro de massagens administrado pelos chineses e, após render três guardas de segurança paquistaneses, levaram como reféns pelo menos nove pessoas, incluindo várias mulheres.

Em princípio, a Polícia informou que os nove seqüestrados eram de nacionalidade chinesa, mas, segundo o canal privado “Geo TV”, os libertados desta nacionalidade são seis mulheres, e os outros três não foram identificados.

Em comunicado à imprensa, os estudantes da escola corânica Jamia Hafsa, adjacente à Mesquita Vermelha, tinham acusado os seqüestrados de realizar atividades antiislâmicas e ilegais por administrarem um bordel.

Além disso, afirmaram, antes de libertá-los, que o seqüestro foi “uma reação natural de estudantes contra a vulgaridade e a obscenidade. As meninas estrangeiras no centro de massagens cometiam atos pecaminosos com homens”.

Este não foi o primeiro seqüestro que os estudantes radicais de Jamia Hafsa realizam com o respaldo da administração da Mesquita Vermelha, mas foi a primeira vez que havia cidadãos estrangeiros entre os reféns.

O caso causou preocupação das autoridades chinesas e levou o embaixador chinês no Paquistão, Luo Zhaohui, a se reunir com as autoridades paquistanesas para reivindicar uma rápida resolução do seqüestro.

Paquistão e China mantêm boas relações diplomáticas, com treinamentos militares conjuntos ocasionais e negociações para um acordo de livre-comércio.

A Mesquita Vermelha de Islamabad é conhecida por seu radicalismo e freqüentemente causou problemas ao regime do general Pervez Musharraf devido aos atos extremistas de seus clérigos e estudantes, apelos à guerra santa e ameaças de atentados suicidas.

Esta quinta-feira, o clérigo Abdul Rashid Ghazi emitiu uma fatwa (decreto islâmico) para reivindicar o assassinato do escritor Salman Rushdie por sua condecoração com o título britânico de Sir.

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