O pontífice afirmou isto no final da mensagem da quarta-feira, que celebrou na sala Paulo XVI do Vaticano e na Basílica de São Pedro.
“Acompanho com ansiedade as notícias que nestes dias chegam do Tibete. Meu coração de pai sente tristeza e dor diante do sofrimento de tantas pessoas. O mistério da Paixão e da morte de Jesus, que vivemos nesta Semana Santa, ajuda-nos a ser particularmente sensíveis com a situação que atravessam”, declarou o Papa.
Bento XVI acrescentou que com a violência “não se resolvem os problemas, mas se agravam ainda mais”.
O líder da Igreja Católica fez um apelo para que peçam a Deus “que ilumine as mentes de todos e dê a cada um a coragem de escolher o caminho do diálogo e da tolerância”.
As palavras do Papa sobre a situação no Tibete eram muito esperadas em ambientes religiosos e acontecem após a recente reunião no Vaticano da Comissão Especial criada por Bento XVI para analisar a situação da Igreja Católica na China.
O Vaticano e China não mantêm relações diplomáticas desde 1951 e para retomá-las Pequim exige que o Vaticano rompa com Taiwan e não “interfira” nos assuntos internos chineses.
Na China há entre 8 e 12 milhões de católicos, segundo informações do Vaticano.