Papa pede novos esforços para paz no Iraque
O papa fez a chamada no discurso que pronunciou do lado de fora da Mesquita al-Hussein bin-Talal de Amã, diante dos chefes religiosos muçulmanos e do corpo diplomático.
O ato contou com a presença do patriarca caldeu de Bagdá, o cardeal Emmanuel III Delly. Após cumprimentá-lo “muito calorosamente”, o papa lembrou que a Jordânia recebeu milhares de refugiados iraquianos e que a presença do líder religioso caldeu trazia à mente a situação do Iraque.
“Os esforços da comunidade internacional para promover a paz e a reconciliação, junto com os dos líderes locais, devem continuar para dar fruto na vida dos iraquianos. Expresso meu apreço por todos os que se esforçam para devolver a confiança, reconstruir as instituições e as infraestruturas essenciais para o bem dessa sociedade”, afirmou o papa.
Bento XVI, que em várias ocasiões expressou sua preocupação com a situação dos cristãos no Iraque, onde são minoria, aproveitou a ocasião para pedir à comunidade internacional e aos dirigentes locais “que garantam à antiga comunidade cristã o fundamental direito à pacífica coexistência com seus concidadãos”.
Os cristãos são cerca de 800 mil, quase 3% da população do Iraque. A maioria – aproximadamente 600 mil – é católica de rito oriental e pertence à Igreja caldéia
Desde o começo da guerra, segundo dados oficiais iraquianos, 172 cristãos morreram e 1,752 mil famílias cristãs foram deslocadas pela violência. EFE