O papa Leão XIV voltou a criticar o uso recorrente da força para resolver conflitos mundiais. Ele disse nesta sexta-feira, 9, que o aumento das tensões no Caribe e no Pacífico é motivo de “grave preocupação” e pediu que se “respeite a vontade do povo da Venezuela” após o ataque dos Estados Unidos que derrubou o ditador Nicolás Maduro.
“A escalada de tensões no mar do Caribe e ao longo da costa pacífica americana é motivo de grave preocupação (…) Isso se refere em particular à Venezuela, à luz dos acontecimentos recentes”, disse o papa estadunidense e peruano em sua audiência aos membros do corpo diplomático acreditado junto à Santa Sé.
Os Estados Unidos desdobraram desde agosto um importante dispositivo militar no Caribe e bombardearam embarcações procedentes da Venezuela em nome da luta contra o narcotráfico, operações cuja legalidade foi questionada por especialistas, ONGs e responsáveis das Nações Unidas.
Igualmente, realizou ataques similares no Pacífico oriental, sem apresentar provas de que as pessoas a bordo fossem narcotraficantes.
“Renovo meu apelo para respeitar a vontade do povo venezuelano e para proteger os direitos humanos e civis de todos, garantindo um futuro de estabilidade e concórdia”, acrescentou o pontífice.
O santo padre também defendeu buscar “soluções políticas pacíficas para a situação atual, levando em consideração o bem comum dos povos e não a defesa de interesses partidários”.
Estadão Conteúdo.