O papa Leão pediu nesta segunda-feira (28) que Rússia e Ucrânia iniciem negociações diretas para encerrar a guerra entre os dois países, conflito que já se estende por quatro anos.
A declaração ocorreu durante entrevista coletiva a bordo do avião papal, no retorno a Roma, após uma visita de quatro dias à França. O pontífice, primeiro papa norte-americano da história, criticou governantes que passaram a cogitar o uso de armamento nuclear e confrontos mais destrutivos.
Segundo Leão, a Igreja Católica e seus 1,4 bilhão de fiéis têm o dever de defender a dignidade e a vida humana. O líder religioso sustentou que as nações precisam priorizar recursos em áreas sociais em vez de gastos militares.
“Não se trata de ser político ou não político; é preciso que haja uma voz que busque promover os valores da dignidade humana, a importância da vida e a possibilidade de, talvez, investir mais em saúde e educação e menos em armas”, disse o pontífice.
Ainda em território francês, durante discurso na cidade de Metz, o papa já havia defendido que líderes europeus façam concessões mútuas para viabilizar acordos de paz duradouros no continente.