O papa impôs hoje no Vaticano o pálio – símbolo de comunhão com o pontífice – a 34 arcebispos de todo o mundo, physician incluindo quatro brasileiros.
Sérgio da Rocha, arcebispo de Teresina; Maurício Grotto de Camargo, arcebispo de Botucatu (SP); Gil Antônio Moreira, arcebispo de Juiz de Fora (MG), e Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, estão entre os que receberam o pálio, além de três mexicanos, dois espanhóis, um colombiano, um venezuelano, um salvadorenho e cinco americanos.
O pálio é uma faixa de lã branca, de entre quatro e seis centímetros de largura, com seis cruzes de seda preta bordadas longitudinalmente.
São confeccionados com a lã de dois cordeiros brancos que tradicionalmente eram benzidos na basílica romana de Santa Inês na Via Nomentana em 21 de janeiro de cada ano, a festividade da santa.
Nos últimos anos, foram benzidos no Vaticano, onde os cordeiros são levados perante o papa em cestas de vime decoradas com flores.
Os dois animais são depois entregues às freiras beneditinas de Santa Cecília, que ficam responsáveis de tosquiá-los e confeccionar os pálios.
A princípio, o pálio era um sinal litúrgico exclusivo dos papas, mas depois estes o concederam aos bispos que tinham recebido de Roma uma especial jurisdição.