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Mundo

Papa diz que regime albanês foi "extremamente repressivo"

Arquivo Geral

04/12/2009 0h00

O papa Bento XVI definiu hoje o antigo regime comunista da Albânia como “extremamente repressivo e hostil” e ressaltou que “muitos cristãos pagaram sua fé cruelmente com sua vida”.

As manifestações foram feitas pelo Pontífice no discurso dirigido ao chefe da Igreja Ortodoxa Autocéfala da Albânia, o arcebispo de Tirana-Durres e de toda Albânia, beatitude Anastas, que foi recebido no Vaticano.

“Durante a segunda metade do século 20, os cristãos na Albânia, tanto ortodoxos quanto católicos, mantiveram viva a fé apesar do regime ateu extremamente repressivo e hostil. Muitos cristãos pagaram a própria fé com a vida. A queda daquele regime deixou passagem à reconstrução das comunidades católicas e ortodoxas”, assinalou o papa.

Bento XVI acrescentou que desde que alcançou a liberdade, a Igreja Ortodoxa da Albânia participou do diálogo teológico internacional católico-ortodoxo e demonstrou “como é possível os cristãos viverem em harmonia”.

O papa Ratzinger defendeu promover a recíproca compreensão e uma concreta cooperação entre as duas igrejas, assim como com os muçulmanos e outras confissões presentes no país.

O Bispo de Roma lembrou a viagem de João Paulo II à Albânia em 1993 – onde visitou Tirana e Scutari – e seu encontro com Anastas, no funeral em 2005 do papa Wojtyla.

Albânia, país de 3,3 milhões de habitantes, é de maioria muçulmana (cerca de 70%). Os ortodoxos representam cerca de 20% e os católicos 10%.

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