Menu
Mundo

Papa diz que imprensa intoxica e insensibiliza o homem

Arquivo Geral

08/12/2009 0h00

O papa Bento XVI criticou hoje a forma como a imprensa retrata e amplifica os males que atingem as cidades, fazendo as pessoas se “acostumarem com as coisas mais horríveis” e “se tornarem mais insensíveis”, e “intoxicando” a todos, uma vez que o que é “negativo nunca se elimina”.


O papa acrescentou que os meios de comunicação tendem a fazer “o cidadão se sentir sempre como um espectador, como se o mal só dissesse respeito aos demais e certas coisas jamais pudessem acontecer” com ele.


O pontífice, de 82 anos, fez estas declarações diante do monumento à Imaculada Conceição, cujo dia é celebrado hoje.


Ao depositar um cesto de rosas flores diante da estátua coroada pela imagem de Nossa Senhora, Bento XVI disse que Maria ainda repete aos homens de nosso tempo: “Não tenham medo, já que Jesus venceu o mal”.


“O quanto precisamos desta bela notícia! A cada dia, nos jornais, na televisão e no rádio, o mal é contado, repetido e amplificado, fazendo as pessoas se acostumarem com as coisas mais horríveis, nos tornando mais insensíveis e de, alguma maneira, nos intoxicando”, acrescentou.


O papa também afirmou que “o negativo nunca é totalmente eliminado, e dia a dia vai se acumulando”. “O coração endurece e os pensamentos ficam obscuros”, destacou.


O Bispo de Roma ressaltou ainda que as cidades precisam de Maria, que lembra a vitória da graça sobre o pecado e estimula a esperança inclusive nas situações humanamente mais difíceis.


Em outro momento do seu pronunciamento, o pontífice criticou o fato de nas cidades viverem ou sobreviverem “pessoas invisíveis, que de vez em quando saltam às primeiras páginas dos jornais e das televisões e são exploradas ao máximo, enquanto a notícia e a imagem chamam a atenção”.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado