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Mundo

Papa diz que comunismo foi imoral e desumano

Arquivo Geral

04/12/2009 0h00

O papa Bento XVI chamou o Muro de Berlim hoje de “fronteira da morte” e disse que todas as ações da ditadura comunista foram “sempre imorais” e que o “partido” considerava “bom” tudo o que servia a ele, “por mais desumano que fosse”.

Bento XVI discursou após um concerto na Capela Sistina do Vaticano oferecido a ele pelo presidente da República Federal da Alemanha, Horst Kohler, por ocasião do 60º aniversário da fundação do país e do 20º aniversário da queda do Muro de Berlim.

Falando em alemão, o papa lembrou os dois eventos e disse que o Muro de Berlim foi uma “fronteira da morte que durante muitos anos dividiu nossa pátria e separou homens, famílias, vizinhos e amigos pela força”.

O papa disse que muitas pessoas já se deram conta de que os fatos de 9 de novembro de 1989 (a queda do muro) eram o princípio inesperado da liberdade “após uma longa e sofrida noite de violência e opressão de um regime totalitário que levava a um niilismo, um vazio das almas”.

“Na ditadura comunista não havia ação que fosse considerada má ou imoral. O que servia aos objetivos do partido era bom, por mais desumano que pudesse ser”, disse.

Bento XVI acrescentou que a atual República Federal Alemã é a prova de que a ordem social ocidental é melhor e mais humanitária e isso é graça à sua constituição.

O papa defendeu o respeito à dignidade, ao casamento e à família como base de qualquer sociedade.

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