O papa fez estas declarações diante de milhares de fiéis que assistiram na praça de São Pedro do Vaticano à audiência pública das quartas-feiras, cuja catequese Bento XVI dedicou à figura do beneditino Guilherme de Saint-Thierry, cuja doutrina se centrou na ciência do amor.
O pontífice afirmou que a essência da natureza humana é o amor e que cada ser humano é obrigado a aprender a amar “sinceramente, autenticamente e gratuitamente”.
Aprender a amar requer um “longo e comprometido caminho”, e, lançando mão do beneditino, disse que a pessoa deve se impor “uma ascese eficaz, um controle de si mesma para eliminar qualquer afeto errado, qualquer cessão ao egoísmo e unificar a vida com o olhar em Deus, manancial, meta e força do amor”.
O papa acrescentou que o coração do homem “é feito de carne” e que, quando se ama a Deus, emergem os sentimentos humanos da ternura, sensibilidade e delicadeza.
Segundo Bento XVI, o amor ilumina a inteligência e permite conhecer melhor o mundo, e que sós e conhece a Deus “quando o ama”.
Lembrando Santa Teresinha do Menino Jesus, acrescentou que viver de amor “é um dar sem medida, sem pedir salário, já que, quando se ama, não se faz cálculos. A riqueza (do homem) é viver de amor”.
O papa lembrou também que hoje se completam os 25 anos da promulgação da exortação apostólica (documento) “Reconciliatio et Paenitentia”, sobre a importância do sacramento da penitência.
A este respeito, dirigindo-se aos jovens presentes, lhes convidou a “fugir do pecado” e a projetar o futuro “como um generoso serviço a Deus e ao próximo”.