O Pontífice, que rezou a missa na Igreja de São Tomás de Vilanova, em Castel Gandolfo, a residência de verão, definiu a história do mundo como “uma luta entre o amor” e “o egoísmo absoluto, o ódio e a violência”, conflito simbolizado pela imagem do Dragão Vermelho descrito no Apocalipse.
Em seguida, destacou alguns dos “Dragões Vermelhos” que existiram ao longo da história, como “o Império Romano” e “as ditaduras do século XX”, como “a do nazismo e a de Stalin”. Depois destes exemplos, o Papa passou a falar sobre a sociedade atual, dizendo que o “dragão” existe “em diversas formas”, entre as quais citou “as ideologias materialistas que dizem que é absurdo pensar em Deus”.
Segundo Bento XVI, estas ideologias propõem “viver a vida por si mesmo” e “fazer no breve momento da vida tudo o que tivermos que fazer”. “Só vale o consumo, o egoísmo e a diversão”, acrescentou.
Mas, para o Pontífice, “o amor venceu” o egoísmo ao longo da História, e também venceria agora, apesar de “parecer absurdo e impossível opor-se a esta mentalidade dominante com toda sua força, incluindo a midiática e propagandística”.
Mais tarde, o Papa se aproximou da varanda de sua residência de verão para rezar o Ângelus com os fiéis que foram hoje até Castel Gandolfo. “Maria não se afastou de nós, mas está ainda mais próxima e sua luz se projeta sobre nossa vida e a história inteira da humanidade”, disse o Papa.
“Todos temos necessidade de sua ajuda e de seu consolo para enfrentar as provas e os desafios cotidianos; temos necessidade de senti-la como mãe e irmã nas situações concretas de nossa existência”, disse.