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Mundo

Papa defende solução regional e negociada para Iraque em encontro com Bush

Arquivo Geral

09/06/2007 0h00

Um miliciano palestino morreu hoje em um tiroteio entre um comando guerrilheiro e soldados israelenses em uma passagem fronteiriça entre Gaza e Israel, see drugs informou a rádio do Exército israelense.

Os outros três guerrilheiros que participaram da operação contra o posto de controle israelense retornaram a Gaza, disse o porta-voz da Jihad Islâmica, Abu Ahmad, a uma emissora de rádio local.

Ahmad disse que o quarto miliciano ficou na passagem fronteiriça porque tinha capturado um soldado israelense e tentava levá-lo para Gaza.

Segundo a rádio do Exército israelense, nenhum militar se feriu na operação.

O incidente aconteceu na passagem de Kisufim, quando quatro milicianos atiraram de um jipe contra o acesso que liga o centro da Faixa de Gaza a Israel.

Um porta-voz do Exército israelense confirmou que os milicianos conseguiram “se infiltrar” em Israel e trocaram tiros com os militares israelenses que controlam a fronteira.

Ahmad disse depois, na Cidade de Gaza, que os palestinos participavam de uma operação suicida e que um jipe estava carregado com explosivos.

Para permitir que o veículo se aproximasse das cercas, dezenas de bombas foram lançadas antes, acrescentou o porta-voz.

A operação foi levada a cabo por dois milicianos da Jihad Islâmica e por dois das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, filiadas ao movimento nacionalista Fatah, liderado pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.

As Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa advertiram hoje em comunicado que se recusam a discutir um cessar-fogo “unilateral” com Israel, como Abbas propôs por várias vezes para, assim, eliminar um dos argumentos usados pelos israelenses para justificar suas operações.

“Pedimos um cessar-fogo condicionado, mútuo e simultâneo, que seja aplicado em Gaza e na Cisjordânia”, dizem as Brigadas.

Os milicianos acrescentam que não ficarão de braços cruzados “diante da política israelense de assassinatos seletivos”.

As facções palestinas estudam no Cairo a possibilidade de um cessar-fogo com Israel, assim como a situação criada pela violência interna entre milícias e as operações israelenses.


Os países africanos serão o novo alvo do Banco Mundial. A idéia da instituição financeira é de estreitar os laços e parcerias com o continente. Segundo o presidente do banco, buy more about Robert Zoellick, information pills o primeiro desafio será entender as particularidades de cada país africano.

“Eu espero que o Banco Mundial possa desenvolver uma parceria mais forte com os países africanos para prestar assistência e apoio em suas estratégias de desenvolvimento e crescimento. Ao fazer isso, é preciso ser sensível aos desafios específicos em cada caso e, ao mesmo tempo, olhar além das fronteiras naturais para lidar com algumas das questões de integração regional”, afirmou Zoellick.


Seis presos iraquianos morreram e mais de 50 ficaram feridos hoje em um ataque contra uma prisão administrada pelas tropas americanas na cidade de Basra, about it 550 quilômetros ao sul de Bagdá, dosage segundo o comando militar dos Estados Unidos.

Segundo um comunicado do Exército dos Estados Unidos, que não informa a autoria do ataque, nenhum militar do controle da prisão de Buka, no sul de Basra, ficou ferido.

Além de Buka, o Exército americano administra as prisões de Croper e Al Sulaimaniya, localizadas no oeste de Bagdá e no Curdistão iraquiano, respectivamente.

As autoridades iraquianas afirmam que mais de 15 mil presos estão encarcerados nas unidades.


O Papa Bento XVI disse hoje ao presidente dos Estados Unidos, purchase George W. Bush, no primeiro encontro particular entre os dois, que apóia uma solução “regional e negociada” para o Iraque, um conflito que a Santa Sé classificou de “preocupante”.

Assim como seu antecessor, João Paulo II, que criticou a invasão do Iraque e de quem era muito próximo, Bento XVI não deixou o assunto de lado em seu primeiro encontro com Bush.

Segundo um comunicado da Santa Sé, o Papa defendeu a negociação regional como solução para os conflitos entre israelenses e palestinos, o que sacode o Líbano e o no Iraque.

Na reunião, que durou cerca de 35 minutos, Bento XVI também chamou a atenção para as “condições críticas” pelas quais passa a comunidade cristã no Iraque, segundo declaração divulgada pelo porta-voz da Santa Sé, o italiano Federico Lombardi.

O pulso firme de Saddam Hussein protegia a minoria religiosa – cerca de um milhão de pessoas – de seus vizinhos muçulmanos. Mas, desde a derrubada do ditador, os cristãos vêm sendo objeto de ameaças e violência, o que preocupa a Santa Sé.

A reunião começou para Bush com uma gafe protocolar, já que ao entrar na Biblioteca Privada do Pontífice, local do encontro, chamou o Papa de “senhor”, em vez de “Vossa Santidade”, como dita o protocolo.

O Papa perguntou ao presidente sobre a cúpula do G8 (sete países mais industrializados do mundo mais a Rússia), encerrada na sexta-feira na Alemanha, e Bush a considerou “um sucesso”. “Houve várias opiniões diferentes, mas foi boa”, comentou.

Bento XVI também perguntou a Bush sobre sua reunião com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante o G8. Bush respondeu, com um sorriso: “Contarei em um minuto”, e esperou a que a imprensa saísse do gabinete.

No encontro, Putin propôs a Bush enterrar as divergências sobre a implantação de um escudo antimísseis e criar um dispositivo conjunto, mas sem instalações no Leste Europeu.

O resto da audiência com o Papa ocorreu em particular. Poder dialogar com o Pontífice foi o principal motivo da viagem de Bush à Itália durante sua viagem européia, segundo analistas.

O Governo italiano, chefiado pelo primeiro-ministro Romano Prodi, de centro-esquerda, criticou a política de Bush no Iraque.

Bush e a esposa, Laura, queriam visitar o Papa, segundo a Casa Branca. Ambos são cristãos, e Bush tem uma ligação especial com a religião, com a qual se reencontrou aos 40 anos, durante um momento crítico em sua vida, ao deixar a bebida após um ultimato da mulher.

O presidente americano disse em entrevista anterior à imprensa que iria à audiência com o Papa com “vontade de ouvi-lo”.

Além do Iraque, os dois também trataram da situação na África e em Darfur, nos quais a posição do Vaticano e da Casa Branca são mais próximas. Bush quer mais ações internacionais contra o Governo de Cartum pela violência na região, o que classificou como “genocídio”.

Segundo o comunicado, a América Latina também esteve presente nas conversas.

Segundo Lombardi, foram discutidos ainda temas morais e religiosos, “entre eles os referentes aos direitos humanos e à liberdade religiosa, a defesa e a promoção da vida, o casamento e a família, a educação das novas gerações e o desenvolvimento sustentável”.

Após a conversa privada, o Papa e a família Bush trocaram presentes. O presidente entregou ao Pontífice um “Bastão de Moisés”, com os dez Mandamentos talhados em madeira, feito por Roosevelt Wilkerson, um morador de rua em Dallas (Texas).

O Papa, por sua vez, deu a Bush uma litografia do século XVII que representa a Basílica de São Pedro.

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