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Mundo

Papa analisa situação internacional e defende a família tradicional

Arquivo Geral

07/01/2008 0h00

O Papa Bento XVI analisou hoje a situação internacional durante uma audiência com o corpo diplomático credenciado no Vaticano, order diante do qual defendeu a família tradicional, ou seja, viagra 100mg a formada por um homem e uma mulher.

Em um longo discurso em francês, Bento XVI analisou tanto casos concretos nos vários continentes como as linhas gerais do Vaticano em assuntos como família e ciência.

O Pontífice destacou sua visita ao Brasil no ano passado, onde foi realizada a 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-americano (Celam), no qual pôde “perceber grandes sinais de esperança para o continente, e, ao mesmo tempo, motivos de preocupação”.

O Papa falou dos povos desabrigados pelos desastres naturais, entre os quais citou o México, devastado por vários furacões, e o Peru, devido ao terremoto ocorrido há alguns meses, e pediu “um compromisso comum e um esforço” para ajudá-las.

Quanto ao Oriente Médio, o líder religioso destacou a conferência de Annapolis, nos Estados Unidos, e disse que se observam sinais “de abandono do recurso a soluções parciais ou unilaterais, em benefício de uma visão global, respeitosa com os direitos e os interesses da região”.

Bento XVI expressou seu apoio ao Irã, para que a “via diplomática seja utilizada incessantemente” para resolver a questão nuclear. Já sobre o Iraque, denunciou “os atentados terroristas, as ameaças e a violência, especialmente contra a comunidade cristã”.

Paquistão, Afeganistão, Sri Lanka e Mianmar foram os países citados quando se referiu à Ásia; e Sudão, República Democrática do Congo, Somália e Quênia, quando mencionou a África. Para todos eles, pediu soluções através do diálogo e a ajuda internacional.

Quanto à Europa, Bento XVI citou o Kosovo e pediu que “sejam levadas em conta as legítimas reivindicações das partes”. Depois, disse que a União Européia abriu uma nova etapa em sua cúpula de Lisboa.

A Europa “só será um lugar agradável para viver se for construída sobre uma sólida base cultural e moral de valores comuns extraídos de nossa história e tradições”, disse o Papa, exigindo que “as raízes cristãs do continente não sejam renegadas”.

O Pontífice expôs sua visão sobre a liberdade humana e afirmou que esta é garantida pela ordem e o direito, mas apenas se os fundamentos deste estiverem “solidamente ancorados no direito natural, instituído por Deus”.

Depois acrescentou: “Quero lembrar, junto a muitos pesquisadores e cientistas, que as fronteiras da bioética não impõem uma escolha entre ciência e moral, mas exigem um uso moral da ciência”.

Após comemorar a moratória sobre a pena de morte aprovada pela Assembléia Geral da ONU, pediu “um debate público sobre o caráter sagrado da vida humana”.

“Lamento, mais uma vez, os preocupantes ataques contra a família constituída por um homem e uma mulher. Os dirigentes políticos, de qualquer partido, devem defender esta instituição fundamental, célula base da sociedade”, ressaltou.

Bento XVI acrescentou que “até mesmo a liberdade religiosa está freqüentemente comprometida” e denunciou que “há lugares onde ela não pode ser plenamente exercida”.

Após exigir o respeito de todos, afirmou que a Santa Sé “está preocupada com as discriminações contra os cristãos e os fiéis de outras religiões”.

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