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Paolo Zampolli, conselheiro de Trump, diz que brasileiras são ‘prostitutas’ e ‘raça maldita’

O aliado de Trump foi casado por cerca de 20 anos com a modelo brasileira Amanda Ungaro, com quem tem um filho de 15 anos.

Redação Jornal de Brasília

24/04/2026 13h03

paolo zampolli

Enviado especial do governo Trump para assuntos global, Paolo Zampolli. — Foto: OLIVER BUNIC / AFP

O italiano Paolo Zampolli, amigo de Donald Trump e enviado especial para assuntos globais do governo dos Estados Unidos, disse durante uma entrevista à emissora italiana RAI que as mulheres brasileiras são “prostitutas” e uma “raça maldita”. Ele também afirmou que as brasileiras foram “programadas para causar confusão”. O aliado de Trump foi casado por cerca de 20 anos com a modelo brasileira Amanda Ungaro, com quem tem um filho de 15 anos.

A modelo, deportada em outubro do ano passado, após 23 anos no país, foi detida pelo Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira dos Estados Unidos (ICE). Ela afirma que a deportação teve influência de Zampolli, em meio a uma disputa pela guarda do filho. A mulher também acusa o ex-companheiro de violência doméstica e abuso sexual.

Na entrevista à emissora italiana, o conselheiro de Trump cita a relação com a modelo. Nesse momento, ele diz: “as mulheres brasileiras causam confusão com todo mundo, certo? Não é que essa foi a primeira”.

Na sequência, ao ser perguntado pelo repórter se isso seria genético, o amigo de Trump afirma que as “mulheres brasileiras são programadas”. O repórter questiona: “para extorquir?”. E Zampolli responde: “não, para causar confusão”.

Em outro trecho, o aliado do presidente dos EUA responde sobre uma amiga de Amanda, chamada por Zampolli somente de “Lídia”, e faz declarações misóginas e xenófobas. “É uma dessas putas brasileiras, essa raça maldita de brasileiras, são todas iguais. Aquela vaca, estávamos juntos, trepava com ela, depois ela também ficou louca”, afirma Zampolli.

A entrevista foi divulgada pela emissora italiana no domingo, 19. Até a publicação desta reportagem, a Casa Branca e Zampolli não tinham se manifestado sobre as declarações.

Relação com Epstein

O aliado de Trump foi mencionado dezenas de vezes nos arquivos do caso Epstein. Ele era figurinha carimbada nas noitadas novaiorquinas nos anos 1990 e chegou a tentar comprar uma agência de modelos junto à Epstein.

Estadão Conteúdo.

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