A unidade, inaugurada com investimento misto em 1987, é a maior da Panasonic na produção de tubos catódicos, um mercado que está declinando nos últimos anos devido ao surgimento das televisões de telas planas de cristal líquido.
A firma pequinesa tem 50% de participação da Panasonic-Toshiba, 30% pertence à chinesa Jin Dong Fang, o possível comprador, e os outros 20% estão nas mãos de outras duas firmas locais.
O presidente da Jin Dong Fang, Chen Yanshun, confirmou à “Caijing” que estão mantendo contatos com a Panasonic sobre a aquisição da unidade, mas que ainda não chegaram a um acordo.
Segundo Chen, embora seja inevitável que os tubos catódicos sejam substituídos pelas telas de cristal líquido a médio prazo, no caso da China, ainda é possível manter uma produção de 30 milhões de televisores ao ano para venda nas zonas rurais do país.
Neste sentido, o diretor disse que desconhece a fração de mercado que a Panasonic pode manter nesse setor na China, “tudo depende de se podemos melhorar a estrutura de produção”, disse.
“Se não formos capazes de melhorá-la, então não compraremos as ações”, adiantou Chen.
A unidade da Panasonic em Pequim dá trabalho a milhares de operários, por isso é uma decisão que preocupa o Governo municipal da capital chinesa, em um momento de grande aumento de desemprego no país, devido à crise global.