Menu
Mundo

Panamá vai fechar abrigos, após queda do número de migrantes

Com a política de deportações do governo de Donald Trump, agora a maioria dos migrantes no Panamá e em outros países centro-americanos fazem o percurso inverso, ou seja, para a América do Sul

Redação Jornal de Brasília

07/03/2025 19h57

panama us migration darien rights

Migrantes se preparam para desembarcar do barco na chegada ao Centro de Recepção Temporária para Migrantes em Lajas Blancas, na província de Darien, 250 km a leste da Cidade do Panamá, Panamá, em 26 de setembro de 2024. Neste centro, o governo panamenho, juntamente com organizações internacionais, fornece serviços básicos aos migrantes antes de permitir que eles continuem sua jornada para a Costa Rica, a próxima parada para aqueles que vêm da América do Sul e tentam chegar aos Estados Unidos. (Foto de MARTIN BERNETTI / AFP)

O Panamá vai fechar vários abrigos, após a queda do fluxo migratório para os Estados Unidos, e deportar quem entrar no país pela pela selva de Darién, anunciou o governo nesta sexta-feira (7).

Com a política de deportações do governo de Donald Trump, agora a maioria dos migrantes no Panamá e em outros países centro-americanos fazem o percurso inverso, ou seja, para a América do Sul.

“Devido à redução em quase 100% da migração irregular que entra no Panamá a partir da Colômbia, vamos iniciar o fechamento paulatino dos abrigos”, anunciou o ministro da Segurança, Frank Ábrego, acrescentando que aqueles que entrarem no Panamá através da floresta serão deportados imediatamente para o seu país de origem ou de procedência.

Nos últimos três anos, mais de 1 milhão de pessoas, a maioria venezuelanos, cruzaram a floresta em sua travessia para o norte. Diante dessa chegada em massa, o governo panamenho montou acampamentos para oferecer serviços básicos aos migrantes, com o apoio de órgãos internacionais.

O fluxo migratório para o norte despencou. Em 2025, entraram no Panamá por Darién 2.600 pessoas, contra 72.000 no mesmo período do ano anterior.

Segundo Ábrego, ficará aberto o abrigo de San Vicente, em Metetí, com capacidade para 300 pessoas, para “qualquer eventualidade, tanto no fluxo do sul para o norte quanto do norte para o sul”.

O ministro informou que os migrantes que chegam agora ao Panamá são asiáticos e africanos, e não sul-americanos ou caribenhos, como acontecia antes.

© Agence France-Presse

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado