Centenas de palestinos participaram de manifestações neste domingo na Faixa de Gaza e na Cisjordânia em solidariedade aos presos que fazem greve de fome para protestar contra a situação precária das penitenciárias israelenses.
Além de recusar comida, os presidiários não vestem seus uniformes e não respeitam as chamadas e horários dos centros de detenção. As principais exigências dos palestinos são o fim das agressões, das penas de isolamento, maior flexibilidade no regime de visitas, reagrupamento de familiares detidos na mesma prisão e a permissão para que possam estudar.
Na cidade de Ramala, na Cisjordânia, os manifestantes se reuniram na praça Al-Manara empunhando bandeiras palestinas e entoando palavras de ordem pela libertação imediata dos prisioneiros palestinos.
“A questão dos presos em Israel deve ser um assunto central abordado em futuros acordos de paz”, disse um dos participantes dos protestos.
Nas cidades de Tulkarem e Jenín, no norte da Cisjordânia, também ocorreram manifestações. Na Faixa de Gaza, território controlado pelo Hamas, dezenas de familiares de presos se reuniram em frente da sede do Comitê Internacional da Cruz Vermelha na região.
Além disso, dezenas de parentes de presos demonstraram seu apoio à greve de fome em frente à prisão de Gilboa, no Vale do Jordão, território ocupado por Israel.
As manifestações foram organizadas pela Associação Al-Mutaqual e pelo Comitê Palestino em Defesa dos Prisioneiros. Ambas as instituições fizeram uma petição dirigida ao secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, na qual pedem que as prisões israelenses sejam supervisionadas por grupos de defesa dos direitos humanos ligados à ONU.